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Não há um justo, nem um sequer!

  Desde a criação da Terra até os dias atuais, os desígnios do coração do homem em se inclinar para fazer o mal só pioraram. A sensação é a de que o egoísmo, a injustiça e a busca por vantagens, continuam presentes nas relações humanas. Não é sem motivo que, em Gênesis 8:21, o próprio Deus afirma que “[...] a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice [...]”. Em outros termos, em razão da queda, a natureza humana tornou-se inclinada ao pecado e à busca dos próprios interesses. Existem aqueles que buscam com todas as forças manter-se íntegros à palavra de Deus, buscar a santificação e agradar ao seu Senhor. Mas essa postura desencadeia uma batalha violenta entre o nosso ego e desejos, e a firme decisão de se manter dentro dos princípios da Palavra. Portanto, é importante entender que nessa seara não existe super-homem, tampouco aquele que é intocável e incorruptível, porque na natureza humana marcada pela queda está a marca indelével da inclinação para o mal. Tanto...

Quem é o meu próximo?

  As razões que permeiam as relações humanas não mudaram ao longo dos séculos. Pelo contrário, tornaram-se mais acirradas e facilmente perceptíveis. De um lado, porque o contato entre um número cada vez maior de pessoas se tornou extremamente simples com o advento das redes sociais e de aplicativos como o WhatsApp. De outro, em razão do crescimento das cidades, que comportam milhões de habitantes que, de uma forma ou de outra, convivem em um mesmo espaço. Entretanto, um dos grandes problemas que envolvem essas relações está na maneira como cada um enxerga quem é o seu próximo. Apesar de parecer uma questão óbvia, ao longo do tempo essa compreensão tem se deteriorado cada vez mais. Somos instigados, a todo momento, a estabelecer divisões que levam em consideração a religião, a posição social, a cor, o sexo, a origem, entre outros aspectos, em vez de reconhecermos a humanidade que compartilhamos e à qual todos pertencemos. Em direção contrária a essa lógica, desde a Lei Mosaica, ...

Entendes o que lê?

  Sem dúvidas, um dos maiores desafios da atualidade, para além de estimular as pessoas a lerem, e não apenas assistirem a vídeos e reproduzi-los, é encorajá-las a entender o que estão lendo. Os dados educacionais do país mostram que um número significativo de crianças, adolescentes, jovens e adultos não consegue interpretar o que acabou de ler. Decodificam os símbolos e os sons das palavras, mas não sabem fazer inferências a partir do texto lido. Em muitas situações, parece que voltamos à época dos escribas: alguém precisa trazer as conclusões prontas e acabadas. É ponto pacífico entre os estudiosos que, com o aumento do volume de informações proporcionado pelo surgimento da internet, em vez de as pessoas se tornarem mais ativas e consumidoras de conhecimento, infelizmente, tornaram-se consumidoras ou propagadoras de informações que, em sua maioria, nem sequer entendem do que realmente se trata. Mas qual é a relação desse diagnóstico com a Igreja e a vida espiritual? Tem toda ...

A terra cambaleará como bêbado!

  As notícias que têm chegado nos últimos dias são assustadoras e têm colocado continentes, nações e cidades em alerta máximo. Era comum ouvir falar de terremotos que ocorriam de forma corriqueira em países do Oriente Médio, da Ásia e, muito raramente, da Europa. Já na América Latina, era esporádico ter notícias de abalos sísmicos que causassem destruição em massa. Esse fato trazia certa tranquilidade aos países vizinhos do Brasil e, por que não dizer, ao nosso próprio país. Mas eis que, de repente, os sinais de tremores e suas consequentes tragédias humanitárias chegaram bem perto do Brasil. No dia 24 de junho deste ano, a Venezuela foi sacudida por dois tremores, um de magnitude 7,5 e outro de 7,2. Com esses tremores, milhares de vidas foram soterradas. Logo em seguida, no dia 10 de agosto, outro terremoto, de magnitude 7,4, atingiu a Colômbia com as mesmas consequências. E, para fechar o ciclo de notícias catastróficas, no dia 20 de agosto, um tremor de terra de 6,7 atingi...

A coroa e o bracelete!

  Parece que, ao longo do tempo, temos perdido a sensibilidade e a humildade de reconhecer quem está revestido de autoridade, sobretudo a autoridade espiritual. Há uma forte mensagem subliminar prosperando em nossa geração que nos incita a viver sem reconhecer ninguém nem prestar qualquer tipo de reverência ou consideração. O que muitos dizem é que não temos tempo para esse tipo de coisa — algo que era muito relevante no passado, mas que, atualmente, "saiu de moda". A grande máxima que faz sucesso hoje é: "Farinha pouca, meu pirão primeiro" . Nesse contexto, é particularmente interessante o fato narrado em 2 Samuel 1. Contudo, antes de abordá-lo, é importante relembrar que Davi fora ungido rei de Israel pelo profeta Samuel, mas passou um longo período sem se assentar no trono ou se proclamar rei. Durante esse tempo, Saul empreendeu uma caçada feroz para matá-lo, pois havia descoberto, pela boca do próprio profeta, que Deus o havia rejeitado como rei e já tinha esc...

A Urgência da Hora!

  Em quase todos os períodos da história da humanidade, as urgências e as prioridades nem sempre estiveram em consonância com aquilo que realmente importa e que, ao final, faz toda a diferença. Os olhos humanos são atraídos por tudo aquilo que promete resolver os problemas mais imediatos, aliviar as dores mais agudas, tratar as feridas mais expostas e satisfazer os desejos mais insaciáveis. Afinal, por que pensar no futuro ou naquilo que somente poderá ser desfrutado em outra vida, se a necessidade bate à porta neste exato momento? Por que se preocupar com um futuro no qual nem sequer sabemos se estaremos presentes quando ele finalmente chegar? Somos, por natureza, sobreviventes da explosão do momento, da fagulha que se acende, mas que, em nossa concepção, precisa incendiar imediatamente. Gostamos daquilo que nos leva de zero a cem quilômetros por hora em poucos segundos. Nossas urgências são classificadas, a priori, segundo uma escala estabelecida por nós mesmos e que, em muitas...

Achados e perdidos

  Geralmente, locais com grande circulação de pessoas possuem uma seção intitulada "Achados e Perdidos". Para quem perde um objeto importante ou de valor, esse setor costuma representar esperança e alívio. Afinal, reencontrar algo que já havia sido considerado perdido ou extraviado produz uma alegria indescritível e, dependendo do objeto, transforma a angústia e o desespero em profunda gratidão por alguém ter devolvido aquilo que se julgava definitivamente perdido. É interessante observar que, em Lucas 15, Jesus conta três parábolas em sequência que nos remetem justamente à ideia dos "achados e perdidos". A primeira é a parábola da ovelha perdida. Enquanto a multidão permanecia atenta aos seus ensinamentos, Jesus narrou a história de um pastor que, ao final de um dia de trabalho, percebeu que uma de suas ovelhas havia desaparecido. Diante dessa constatação, ele deixou as noventa e nove em segurança e saiu à procura da única que havia se desgarrado. Essa atitude ...

A bacia, a água e a toalha!

  Um dos princípios fundamentais do cristianismo é a humildade. O próprio fundador da fé cristã, Jesus Cristo, é o maior exemplo dessa virtude. Em seu ministério terreno, abriu mão de todo privilégio para assumir a condição de servo. O apóstolo Paulo descreve de forma extraordinária o caráter de Cristo ao escrever aos filipenses: "De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus. Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas fez a si mesmo de nenhuma reputação, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens. E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz" (Filipenses 2:5-8). Observe que, nesses versículos, há uma sequência de ações que revela a maneira como Jesus desenvolveu o seu ministério na terra. Paulo destaca que Cristo esvaziou-se de si mesmo, assumiu a condição de servo, tornou-se semelhante aos homens e foi obediente até o fim. Sua morte não foi ap...

Nascidos para este tempo!

  Deus tem propósitos diferentes para cada geração ao longo dos séculos. Isso acontece porque os desafios também mudam com o passar do tempo. É fácil observar que a geração dos nossos avós e pais já enfrentava um modo de vida muito diferente do que vivenciamos atualmente. Pensando nos recortes temporais que agrupam pessoas com vivências culturais e tecnológicas semelhantes, os especialistas propuseram a seguinte divisão: Geração Silenciosa (ou Tradicionalistas): nascidos entre 1928 e 1945; Baby Boomers: nascidos entre 1946 e 1964; Geração X: nascidos entre 1965 e 1980; Geração Y (Millennials): nascidos entre 1981 e 1996; Geração Z (Zoomers): nascidos entre 1997 e 2010; Geração Alfa: nascidos entre 2010 e 2024; Geração Beta: nascidos a partir de 2025. Para além dos desafios próprios de cada época, existe um elo que une as diferentes eras: o imutável propósito de Deus. O apóstolo Paulo, falando com pessoas de seu tempo, declarou que elas tinham uma missão para viver e que, p...

Enquanto o mundo entra em ebulição!

  As notícias que chegam pela internet e pela TV aberta não são nada animadoras. Pelo contrário, indicam que a Terra está em um processo iminente de ebulição, e, aqui, a palavra "ebulição" é usada no sentido literal. Estamos, de fato, atingindo o ponto de fervura do nosso planeta. Tudo isso acontece enquanto nos deixamos distrair pela Copa do Mundo , por disputas de poder, pela busca de satisfação individual e por tantas outras futilidades que, no fim das contas, não farão o menor sentido. E que notícias catastróficas são essas? Na cidade alemã de Leipzig, os termômetros marcaram impressionantes 47,5 °C , calor suficiente para derreter o asfalto. E não para por aí. Segundo a respeitada Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), em 2026 enfrentaremos um Super El Niño . Entre outras consequências, ele trará temperaturas extremas, secas severas, forte impacto na agricultura e, consequentemente, a escassez e o encarecimento dos alimentos. Infelizmente,...

A adoração que transcende a ritualidade religiosa!

  A adoração nasce de um coração contrito que reconhece a soberania, a majestade e o domínio do único Deus, que reina pelos séculos dos séculos. Adorar é transcender o natural e adentrar o sobrenatural, colocando-nos em sintonia com o Senhor e retirando-nos do plano material, humanamente controlado e limitado. Em sua essência, adorar é despir-se de si mesmo e revestir-se do Espírito Santo para aproximar-se do trono da graça. Em síntese, é estar face a face com o Senhor, que se revela por meio de sua Palavra. Por isso, a adoração não se restringe às manifestações corporais ou atitudinais realizadas durante os momentos de culto. Em sentido amplo, ela constitui um modo cotidiano de vida. Não é sem motivo que, atualmente, observamos no meio evangélico mais expressões artísticas e culturais do que manifestações de adoração como essência. Assistimos, com frequência, a apresentações musicais e cânticos desprovidos de profundidade espiritual, em vez de um derramar genuíno que se traduza ...

A Matemática de Deus: quando menos é mais!

  Mesmo para quem não tem muita intimidade ou facilidade com a matemática, as operações básicas (somar, subtrair, multiplicar e dividir) são velhas conhecidas, principalmente quando se trata de defender os próprios interesses. Afinal, quem fica contente em ser passado para trás quando, por exemplo, espera um determinado valor de troco e o vendedor espertamente devolve menos? Isso acontece porque, desde a mais tenra idade, somos treinados, sobretudo, a somar e a multiplicar. O mesmo não se pode dizer da subtração e da divisão. Assim, quando somos desafiados a entrar em uma disputa na qual teremos que subtrair ou dividir de alguma forma, pensamos dezenas de vezes, quase sempre na perspectiva de como levar vantagem. O fato é que ninguém quer perder. Entretanto, quando olhamos para alguns acontecimentos registrados na Bíblia, ficamos incrédulos e nos questionamos como alguém ousou confiar na palavra de Deus, quando Ele mandava usar a subtração em vez da adição ou da multiplicação. ...

O diferencial que coloca você em evidência!

  Em todos os tempos, o ser humano demonstrou o desejo de se destacar de alguma forma e de se tornar notório em relação aos demais. Com o advento das redes sociais e a facilidade de alcançar visibilidade instantânea e em escala global, essa busca por evidência tornou-se ainda mais intensa. Atualmente, basta publicar algo que desperte a atenção dos internautas para que um completo desconhecido, no mais recôndito rincão do mundo, torne-se, de um momento para outro, uma das pessoas mais conhecidas do planeta. Essa fama repentina costuma trazer reconhecimento, riqueza e oportunidades, mas também expõe inúmeras pessoas a pressões, dores e desafios para os quais não estavam preparadas. Em outras palavras, a vida do novo famoso transforma-se completamente. Mais do que isso, aquilo que o colocou em evidência muitas vezes é tão passageiro quanto uma nuvem carregada de chuva. Mais cedo ou mais tarde, tudo pode se dissipar. Diante dessa realidade, surge um questionamento inevitável: até qua...

Da decepção à abundância: o poder de uma Palavra!

  Não gostamos de sofrer decepções, seja qual for a área da nossa vida. A decepção vem sempre carregada de sentimentos de impotência, incapacidade, derrota e, invariavelmente, de profunda tristeza por não termos alcançado aquilo que havíamos planejado ou estabelecido como objetivo. Essa experiência assume uma dimensão ainda mais séria quando somos confrontados com o fracasso justamente em uma atividade que dominamos há muito tempo. Como aceitar um revés em algo no qual somos considerados profissionais e, portanto, reconhecidos pela nossa competência? Ao enfrentar esse tipo de infortúnio, geralmente as pessoas precisam de tempo para se recompor e, em alguns casos, passam anos tentando superar a culpa e as marcas deixadas por aquele acontecimento. A questão é: o que fazemos quando somos decepcionados por nós mesmos ou por outras pessoas? Há um episódio registrado em Lucas 5:1-11 que retrata muito bem o sentimento de frustração após uma jornada longa e infrutífera de trabalho. Aqu...

Um bezerro de ouro na sala!

  Diante das pressões, dos problemas e das frustrações do dia a dia, muitas vezes somos levados a nos apegar a qualquer coisa que se apresente como uma tábua de salvação para a nossa situação. Nesse sentido, somos muito parecidos com alguém que cai de um barco em alto-mar ou quando um navio está afundando. Imediatamente, lança-se mão dos equipamentos de segurança para que todos consigam se salvar. O próprio instinto de sobrevivência nos leva a nos agarrar a qualquer recurso que nos ofereça a possibilidade de sair em segurança. O perigo de tudo isso reside no fato de que podemos nos apegar ao primeiro bezerro de ouro que se apresente como solução para as nossas demandas. Veja o exemplo do povo de Israel no deserto. Havia dias que eles atravessavam uma região inóspita, enfrentando toda sorte de dificuldades. Calcula-se que havia uma multidão de cerca de seiscentos mil homens, sem contar as mulheres e as crianças. Em meio a toda essa realidade, Moisés disse ao seu irmão Arão: “Vou a...