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Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?

  O medo nos paralisa. Confronta-nos com a nossa limitação para encarar aquilo que nos tira do lugar de conforto. Faz a nossa imaginação criar e dar vida a objetos, pessoas e forças da natureza, até mesmo àquilo que sequer possui movimento próprio. Traz à tona mitos e lendas enraizados nas nossas crendices e propagados pelos nossos ancestrais, mas que, até o medo tomar forma, estavam escondidos e circunscritos ao nosso subconsciente. Entretanto, o que chamou a atenção de Jesus foi o medo de um grupo seleto de pessoas que o seguia todos os dias. Nesse caso, manifestaram-se, ao mesmo tempo, dois tipos de medo: o primeiro estava relacionado à solidão, pois, ao perceberem que Jesus dormia profundamente, sentiram-se sozinhos; o segundo surgiu diante da fúria da natureza, com suas ondas grandes e bravias e seu vento furioso. O medo e o desespero dos discípulos estavam relacionados às ondas e aos ventos, mas, principalmente, ao fato de Jesus continuar dormindo em meio a um vendaval tã...

Remendo novo em roupas velhas!

  As gerações mais novas talvez não conheçam uma prática muito comum entre os mais pobres de algumas décadas atrás: remendar roupas, principalmente as utilizadas no trabalho braçal. Esse processo consistia em costurar um pedaço de tecido, nem sempre do mesmo tipo e muito menos da mesma cor, para cobrir os buracos que surgiam com o uso constante. Substituir a roupa custava caro e, por se tratar de uma peça usada no dia a dia, considerava-se que ela ainda poderia ser útil por muito tempo. Jesus utiliza a imagem do remendo nos Evangelhos de Mateus 9:16, Marcos 2:21 e Lucas 5:36. Remendar roupas também era uma prática conhecida naquela época, em que adquirir novas vestimentas não era uma possibilidade acessível a todos. Por isso, o exemplo se ajustava ao que Jesus pretendia comunicar àqueles que ouviam sua mensagem. A questão surgiu quando Jesus foi questionado sobre o motivo pelo qual os discípulos de João e os fariseus jejuavam, enquanto os seus discípulos não faziam o mesmo. Ele...

O Grão de Trigo!

  É desafiador entender a dinâmica e a ordem das coisas no Reino de Deus. Constantemente, em várias situações, elas se contrapõem a tudo o que nós, no nosso mundinho, tentamos estabelecer como critério justo e correto. Aqui no planeta Terra, sobem os que têm mais capacidade do ponto de vista técnico e segundo a avaliação dos outros; o menor deve servir ao maior; os que possuem mais recursos frequentemente exercem poder sobre aqueles que têm menos; os que nascem em famílias bem estruturadas e economicamente estáveis partem em condições mais favoráveis para disputar as melhores oportunidades. Em outros termos, a corrida já começa de forma injusta e coloca em vantagem aqueles que nasceram em condições privilegiadas ou herdaram recursos. Entretanto, a experiência na Palavra de Deus nos leva em uma direção inversa à de tudo aquilo a que estamos acostumados. No Reino de Deus, a grandeza se expressa no serviço. O maior é o menor; quem procura preservar a própria vida a qualquer custo po...

O trono está ocupado!

  No pleito que se aproxima, cerca de 158,7 milhões de eleitores estarão aptos a votar . Queiramos ou não, eleições como as que vão acontecer causam um frenesi muito grande em toda a população brasileira. Com o advento da internet, sobretudo, das redes sociais, as campanhas eleitorais saíram do rádio e da TV aberta e se consolidaram nos perfis dos candidatos e dos defensores mais entusiasmados de algum partido ou figura política. A verdade é que muitas pessoas se jogam de cabeça nesta disputa e se esquecem de que, logo após o pleito, os candidatos que se mostravam inimigos mortais nas peças publicitárias são, na verdade, amigos íntimos a ponto de frequentarem os mesmos lugares, rirem das mesmas piadas e terem amigos em comum. É um paradoxo melancólico; enquanto o eleitor comum rompe laços de amizade, briga com familiares e se consome em angústia defendendo com unhas e dentes uma bandeira partidária, alguns adversários mantêm relações cordiais ou voltam a dialogar depois da disp...

Para que desejais vós o Dia do Senhor?

  Existe uma crença corrente de que esperar o Dia do Senhor é obter livramento, salvação e aniquilamento do inimigo. O problema é que as pessoas vivem deliberadamente longe da vontade de Deus. Praticam e aprovam as mais terríveis abominações contra o Senhor. Aplaudem o ímpio quando o justo é pisado por ele e tem a sua causa levada em pouca importância. Participam de forma ativa da corrupção e afagam a consciência daqueles que são publicamente reconhecidos como usurpadores, apenas com um objetivo: alcançar o favor e as benesses. São pessoas assim, carregadas e manchadas por um volume absurdo de desvios e corrupção, que desejam o Dia do Senhor. Porém, elas se esquecem de que Deus não afaga o ego de ninguém. Pelo contrário: “Com o benigno te mostrarás benigno; e com o homem sincero te mostrarás sincero; com o puro te mostrarás puro; e com o perverso te mostrarás indomável” (Salmos 18:25-26). Veja, com aquele que se junta à perversidade e ama a corrupção, o Senhor se mostra indomáve...

O que é o Reino de Deus?

  É impressionante como, ao longo dos anos, a compreensão sobre questões espirituais cruciais vem se diluindo sob a influência das chamadas “pós-verdades”. Nas últimas décadas, verdades bíblicas absolutas e inegociáveis para a Igreja passaram a ser tratadas superficialmente como "usos e costumes", em vez de doutrinas firmadas na Palavra de Deus. A realidade contemporânea parece evidenciar, de maneira particularmente intensa, o alerta dirigido pelo apóstolo Paulo a Timóteo : “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo coceira nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências. E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas” (2 Timóteo 4:3-4). Regras humanas e interesses egoístas têm, em muitos altares, substituído a verdade incontestável das Escrituras. Diante dessa distorção do propósito divino, uma pergunta torna-se urgente: afinal, o que é o Reino de Deus? A resposta a essa indagação é vital, pois uma visã...

Não há um justo, nem um sequer!

  Desde a criação da Terra até os dias atuais, os desígnios do coração do homem em se inclinar para fazer o mal só pioraram. A sensação é a de que o egoísmo, a injustiça e a busca por vantagens, continuam presentes nas relações humanas. Não é sem motivo que, em Gênesis 8:21, o próprio Deus afirma que “[...] a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice [...]”. Em outros termos, em razão da queda, a natureza humana tornou-se inclinada ao pecado e à busca dos próprios interesses. Existem aqueles que buscam com todas as forças manter-se íntegros à palavra de Deus, buscar a santificação e agradar ao seu Senhor. Mas essa postura desencadeia uma batalha violenta entre o nosso ego e desejos, e a firme decisão de se manter dentro dos princípios da Palavra. Portanto, é importante entender que nessa seara não existe super-homem, tampouco aquele que é intocável e incorruptível, porque na natureza humana marcada pela queda está a marca indelével da inclinação para o mal. Tanto...