A sociedade do cansaço!
Somos a geração dos extremos. Vivemos constantemente no limite e, ao mesmo tempo, no fio da navalha. Trabalhamos como se estivéssemos nos últimos dias de nossa existência. Acumulamos bens como se um longo inverno estivesse prestes a chegar. Gastamos toda a nossa energia tentando conciliar trabalho, família, religião, lazer e felicidade. E, nessa busca frenética, o resultado não poderia ser outro senão o cansaço extremo. E o cansaço a que me refiro não é apenas o físico. Afinal, quando alguém realiza um trabalho braçal intenso, geralmente consegue repousar e restaurar as forças do corpo. O cansaço contemporâneo é, sobretudo, existencial. Isso ocorre porque vivemos em uma cultura marcada pelo esgotamento. A lógica da produtividade constante, da comparação e da autoexigência transforma o indivíduo em alguém permanentemente cansado. Trata-se de uma sociedade que valoriza o desempenho acima do descanso, produzindo desgaste físico, emocional e espiritual. É interessante notar que, ...