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Cristo, a nossa Páscoa!

  O momento da crucificação tinha sido brutal, decepcionante e traumatizante para um grande número dos seguidores de Jesus. Apesar de ter antecipado como seria a sua morte, muitos dos que estavam com Ele não conseguiram entender o que aquilo significava. Assim, este momento trouxe tristeza e angústia diante de um futuro incerto, já que o grande líder que trazia uma nova mensagem de esperança, estava morto e encarcerado em um sepulcro. Para muitos, Jesus revelou no momento de sua morte a fraqueza que atinge todos os homens. Asim, diante dos discípulos de Jesus estava o desafio de crer em suas palavras ou seguir a lógica humana dos acontecimentos. Pelo menos dois fatos relatados pelos evangelhos, revelam uma certa ambiguidade nas atitudes de alguns seguidores. No evangelho de Lucas 24, Maria e algumas mulheres foram ao sepulcro levando especiarias para ungir o Jesus morto, ou seja, elas esperavam já no terceiro dia encontrar o corpo de Jesus intacto. Enquanto isso, dois discípulos ...

O leão e o urso de cada dia!

  Gostamos muito do ditado popular que diz: “é necessário matar um leão por dia”. E a sensação é de que, quanto mais o tempo passa, a vida se torna cada vez mais difícil. É preciso se desdobrar para cumprir os deveres, pagar as contas e honrar contratos. E mesmo depois disso, manter a saúde emocional em perfeito estado. Isso porque as muitas demandas que tomam nosso tempo e esforço físico e emocional, em várias ocasiões, levam-nos ao limite humano. Não há quem não tenha uma história de enfrentamento e superação, seja em qual área da vida for. Mas o que queremos tratar aqui vai além do leão. Sim, porque, como se não bastasse o leão, existe também o urso de cada dia. Note que se trata de dois animais extremamente fortes, exímios lutadores e caçadores. Eles aparecem de forma surpreendente no relato de um jovem chamado Davi. Quem não se lembra da história de Davi e Golias? O interessante é que, quando Davi se coloca como candidato para a disputa mortal contra o gigante, todos zombam ...

Entre o abismo e o clamor: a experiência do limite humano!

  Nos últimos anos, o que tem debilitado as pessoas não são apenas as lutas físicas ou o enfrentamento das dificuldades pela sobrevivência. O que tem mortificado centenas de milhares de pessoas ao redor do mundo é o esgotamento profundo da vida emocional. Trata-se de uma batalha silenciosa entre quem está no limite da sanidade mental e si mesmo. Muitas vezes, quem está ao redor não consegue perceber, e, em alguns momentos, sequer entender, por que alguém que parece tão bem fisicamente não tem condições de se levantar e dar um basta naquilo que lhe aprisiona a alma. Foi noticiado recentemente o caso de uma jovem espanhola de 25 anos que não encontrava mais motivos para continuar vivendo. Após vários anos de batalha judicial de seu pai contra o pedido de eutanásia, a justiça finalmente concedeu a autorização para que sua vida fosse encerrada. Ao observar a foto da moça nos sites de notícias, via-se um semblante que, à primeira vista, não apresentava nada de incomum. E aí reside o...

O Dia do Senhor no Vale de Josafá!

  Quem conhece minimamente a Palavra de Deus e as profecias que anunciam a volta do Senhor Jesus tem vivido a expectativa de que caminhamos, a passos largos, para o desfecho final de um grande evento que abalará as estruturas de toda a humanidade, e, por que não dizer, de todo o universo. Esse evento nos conduz ao que foi denominado pelo profeta Joel como “o Dia do Senhor, no vale de Josafá”. Assim declarou o profeta: “Levantem-se as nações e sigam para o vale de Josafá; porque ali me assentarei para julgar todas as nações ao redor” (Joel 3:12). Joel anuncia, em seu livro, um dos temas mais solenes e aguardados nas Escrituras: o Dia do Senhor. Para esse dia, está determinado o local para onde as nações serão convocadas: o vale de Josafá. Esse vale, contudo, não se restringe a um espaço geográfico; ele carrega um profundo simbolismo teológico, a começar pelo significado de seu nome: “O Senhor julga”. Além disso, ao longo da Bíblia, o vale frequentemente representa um lugar de deci...

O Sol dos Mortos!

  Desde tempos imemoriais, o ser humano busca riqueza, poder e reconhecimento. Ao pesquisarmos nos livros de história, encontramos as mais diversas estratégias criadas por conquistadores com o objetivo único de acumular bens que lhes dessem a condição de possuir qualquer coisa que desejassem. Na América Latina, por exemplo, foram inúmeras as expedições de espanhóis e portugueses com o intuito de encontrar riquezas em abundância. No Brasil, desde o aporte em 1500, os portugueses desbravaram do litoral aos rincões mais inóspitos com o objetivo de "encher os bolsos". Após essa invasão, o país permaneceu como colônia de Portugal por 322 anos, a mais de três séculos. Qual a relação dessa história antiga com os dias atuais? A resposta é que nada mudou na busca frenética: a mentalidade dos colonizadores do século XV é a mesma dos "caçadores de recompensas" do século XXI. Refletindo sobre essa inclinação humana, o apóstolo Paulo afirmou: “Os que querem ficar ricos caem ...

O Horizonte da Vida: Para Além do Visível!

  Parece que andamos meio atordoados, atabalhoados, sem discernir bem que direção tomar. Temos a impressão de que estamos andando em círculos, voltando sempre ao ponto inicial, tomando as mesmas referências, agindo da mesma forma e elaborando as mesmas interrogações. A humanidade, ao mesmo tempo em que mostra evolução em setores econômicos, bélicos e tecnológicos, parece engatinhar em aspectos essenciais para a preservação da raça humana. O homem se prepara para conquistar outros planetas, enviar tripulações a outras galáxias e dominar o ciberespaço; contudo, continua sem saber para onde está caminhando aqui na Terra. Andar envolve decisão, direção, rumo, orientação, maturidade e a vontade de seguir um plano previamente traçado para alcançar o objetivo almejado. A sensação é de que estamos perdidos no meio de um oceano, sem bússola, à mercê do balanço das ondas e do vento. Quando Abrão saiu da casa de seus parentes, Deus não o deixou sem um norte; pelo contrário, a ordem do Senho...

Quando tudo diz não: tu ainda podes crer?

  Há quem pense que crer é uma tarefa simples; que basta dizer "eu creio" para passar no teste da fé inabalável. Infelizmente, na prática, não é assim. Crer envolve atitudes que, muitas vezes, nos fazem fraquejar. O próprio Jesus, em sua passagem pela terra, encontrou situações em que o povo não acreditou nele, nem em seu poder de transformar adversidades. Ele era visto apenas como o "filho de José, o carpinteiro". O mundo não estaria na tragédia que vemos hoje se os homens tivessem a capacidade de realmente crer no Senhor. A grande verdade é que, ao longo dos séculos, as pessoas têm confundido religião com crença. Muitos julgam que, por seguir uma religião e cumprir dogmas, já estão prontos para crer segundo o que Jesus determinou em sua palavra. No texto do evangelho de Marcos 9:23, vemos um pai apavorado: seu filho estava possesso por demônios que o lançavam no fogo e na água para matá-lo. Ao procurar os discípulos, o pai não obteve solução; eles nada puderam...