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E ali não haverá mais morte!

  Um dos fatos que mais desolam o ser humano é a perda de um ente querido. A morte representa a ruptura do elo de convivência com quem amamos, de quem dependemos e a quem estimamos mais do que tudo na vida. Essa quebra, na maioria dos casos, acontece de forma abrupta, o que causa maior sofrimento àqueles que ficam. Muitas vezes, procuramos nos acontecimentos e nos fatos uma explicação plausível para a morte. A morte é uma das poucas certezas que temos, mas também é um dos acontecimentos mais difíceis de serem assimilados pelo ser humano. Quando olhamos para os nossos pais, filhos, irmãos, esposo ou esposa, existe sempre aquela sensação de que eles viverão para sempre. E, mesmo que a sua partida aconteça o mais tarde possível, a sensação de perda continua a mesma. Uma das explicações para a nossa resistência em relação à morte está relacionada ao fato de que Deus pôs a eternidade em nosso coração. O projeto inicial de Deus, na criação, era que o homem vivesse eternamente. Porém,...

Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?

  O medo nos paralisa. Confronta-nos com a nossa limitação para encarar aquilo que nos tira do lugar de conforto. Faz a nossa imaginação criar e dar vida a objetos, pessoas e forças da natureza, até mesmo àquilo que sequer possui movimento próprio. Traz à tona mitos e lendas enraizados nas nossas crendices e propagados pelos nossos ancestrais, mas que, até o medo tomar forma, estavam escondidos e circunscritos ao nosso subconsciente. Entretanto, o que chamou a atenção de Jesus foi o medo de um grupo seleto de pessoas que o seguia todos os dias. Nesse caso, manifestaram-se, ao mesmo tempo, dois tipos de medo: o primeiro estava relacionado à solidão, pois, ao perceberem que Jesus dormia profundamente, sentiram-se sozinhos; o segundo surgiu diante da fúria da natureza, com suas ondas grandes e bravias e seu vento furioso. O medo e o desespero dos discípulos estavam relacionados às ondas e aos ventos, mas, principalmente, ao fato de Jesus continuar dormindo em meio a um vendaval tã...

Remendo novo em roupas velhas!

  As gerações mais novas talvez não conheçam uma prática muito comum entre os mais pobres de algumas décadas atrás: remendar roupas, principalmente as utilizadas no trabalho braçal. Esse processo consistia em costurar um pedaço de tecido, nem sempre do mesmo tipo e muito menos da mesma cor, para cobrir os buracos que surgiam com o uso constante. Substituir a roupa custava caro e, por se tratar de uma peça usada no dia a dia, considerava-se que ela ainda poderia ser útil por muito tempo. Jesus utiliza a imagem do remendo nos Evangelhos de Mateus 9:16, Marcos 2:21 e Lucas 5:36. Remendar roupas também era uma prática conhecida naquela época, em que adquirir novas vestimentas não era uma possibilidade acessível a todos. Por isso, o exemplo se ajustava ao que Jesus pretendia comunicar àqueles que ouviam sua mensagem. A questão surgiu quando Jesus foi questionado sobre o motivo pelo qual os discípulos de João e os fariseus jejuavam, enquanto os seus discípulos não faziam o mesmo. Ele...

O Grão de Trigo!

  É desafiador entender a dinâmica e a ordem das coisas no Reino de Deus. Constantemente, em várias situações, elas se contrapõem a tudo o que nós, no nosso mundinho, tentamos estabelecer como critério justo e correto. Aqui no planeta Terra, sobem os que têm mais capacidade do ponto de vista técnico e segundo a avaliação dos outros; o menor deve servir ao maior; os que possuem mais recursos frequentemente exercem poder sobre aqueles que têm menos; os que nascem em famílias bem estruturadas e economicamente estáveis partem em condições mais favoráveis para disputar as melhores oportunidades. Em outros termos, a corrida já começa de forma injusta e coloca em vantagem aqueles que nasceram em condições privilegiadas ou herdaram recursos. Entretanto, a experiência na Palavra de Deus nos leva em uma direção inversa à de tudo aquilo a que estamos acostumados. No Reino de Deus, a grandeza se expressa no serviço. O maior é o menor; quem procura preservar a própria vida a qualquer custo po...

O trono está ocupado!

  No pleito que se aproxima, cerca de 158,7 milhões de eleitores estarão aptos a votar . Queiramos ou não, eleições como as que vão acontecer causam um frenesi muito grande em toda a população brasileira. Com o advento da internet, sobretudo, das redes sociais, as campanhas eleitorais saíram do rádio e da TV aberta e se consolidaram nos perfis dos candidatos e dos defensores mais entusiasmados de algum partido ou figura política. A verdade é que muitas pessoas se jogam de cabeça nesta disputa e se esquecem de que, logo após o pleito, os candidatos que se mostravam inimigos mortais nas peças publicitárias são, na verdade, amigos íntimos a ponto de frequentarem os mesmos lugares, rirem das mesmas piadas e terem amigos em comum. É um paradoxo melancólico; enquanto o eleitor comum rompe laços de amizade, briga com familiares e se consome em angústia defendendo com unhas e dentes uma bandeira partidária, alguns adversários mantêm relações cordiais ou voltam a dialogar depois da disp...

Para que desejais vós o Dia do Senhor?

  Existe uma crença corrente de que esperar o Dia do Senhor é obter livramento, salvação e aniquilamento do inimigo. O problema é que as pessoas vivem deliberadamente longe da vontade de Deus. Praticam e aprovam as mais terríveis abominações contra o Senhor. Aplaudem o ímpio quando o justo é pisado por ele e tem a sua causa levada em pouca importância. Participam de forma ativa da corrupção e afagam a consciência daqueles que são publicamente reconhecidos como usurpadores, apenas com um objetivo: alcançar o favor e as benesses. São pessoas assim, carregadas e manchadas por um volume absurdo de desvios e corrupção, que desejam o Dia do Senhor. Porém, elas se esquecem de que Deus não afaga o ego de ninguém. Pelo contrário: “Com o benigno te mostrarás benigno; e com o homem sincero te mostrarás sincero; com o puro te mostrarás puro; e com o perverso te mostrarás indomável” (Salmos 18:25-26). Veja, com aquele que se junta à perversidade e ama a corrupção, o Senhor se mostra indomáve...

O que é o Reino de Deus?

  É impressionante como, ao longo dos anos, a compreensão sobre questões espirituais cruciais vem se diluindo sob a influência das chamadas “pós-verdades”. Nas últimas décadas, verdades bíblicas absolutas e inegociáveis para a Igreja passaram a ser tratadas superficialmente como "usos e costumes", em vez de doutrinas firmadas na Palavra de Deus. A realidade contemporânea parece evidenciar, de maneira particularmente intensa, o alerta dirigido pelo apóstolo Paulo a Timóteo : “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo coceira nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências. E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas” (2 Timóteo 4:3-4). Regras humanas e interesses egoístas têm, em muitos altares, substituído a verdade incontestável das Escrituras. Diante dessa distorção do propósito divino, uma pergunta torna-se urgente: afinal, o que é o Reino de Deus? A resposta a essa indagação é vital, pois uma visã...