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Olhai para as aves do céu!

  Você já teve a experiência de observar uma revoada de pássaros no início da manhã? Primeiro, chama a atenção a disposição incrível com que eles despertam. Saem fazendo o maior barulho do mundo. Cantam, gritam, fazem malabarismos no ar e seguem em direção ao seu banquete de café da manhã. Ao contrário de muitos de nós, que já acordamos de mau humor porque dormimos mal ou porque temos a sensação de que aquele dia será um verdadeiro caos. É o patrão explorador que teremos pela frente, o colega de trabalho que se encosta e não faz nada. Em síntese, o simples fato de o dia ter começado já parece motivo suficiente para a insatisfação. O que nos chama a atenção nessas aves é a forma como sabem exatamente onde buscar o seu alimento e como parecem ter certeza de que não passarão fome. Saem felizes e contentes, confiando apenas que Aquele que as alimentou e cuidou delas nos dias anteriores estará lá, mais uma vez, pronto para suprir todas as suas necessidades. E o segredo dessa tranquili...

A alegria vem ao amanhecer!

  Estamos carentes de notícias e acontecimentos que nos tragam alegria, porque, nos últimos tempos, o que temos visto e ouvido são tragédias, choros e sofrimentos sem fim. A impressão é a de que estamos imersos em um aquário, rodeados apenas por predadores cruéis e assustadores. Com isso, todo fio de esperança e contentamento com a vida parece, a cada dia, se esvair e escorregar entre os nossos dedos. É a mãe que chora a perda do filho para o crime ou para as drogas; é o diagnóstico médico que traz o resultado de uma doença incurável ou degenerativa; são as guerras que dilaceram famílias inteiras e arruínam nações, transformando-as em escombros. Há uma infinidade de situações e condições que nos limitam a comemorar qualquer conquista ou a nos sentir seguros diante de tantas calamidades. Somos bombardeados todos os dias, pelas redes sociais e pela televisão aberta, com os mais bárbaros tipos de crimes e atrocidades cometidos contra mulheres, crianças e homens. Paira sobre a atmo...

O Senhor me ouviu!

  Duas características marcantes do ser humano são a capacidade de falar e de ouvir. Somos formados e influenciados pelas pessoas por meio da comunicação. Ao mesmo tempo, a visão de mundo e a consolidação dos valores que praticamos e que moldam a nossa vida passam, necessariamente, pela comunicação. Entretanto, nos dias atuais, temos vivido uma crise comunicacional, pois acreditamos que nos comunicamos simultaneamente com centenas de pessoas, quando, na realidade, emitimos sons que muitas vezes não são compreendidos pelos nossos interlocutores. Nessa mesma direção, também não conseguimos entender as milhares de vozes que escutamos todos os dias. As redes sociais parecem ter dado voz e espaço de escuta para muitas pessoas que, até pouco tempo, eram invisíveis. Porém, o que se observa é que nunca estivemos tão distantes uns dos outros, nem tão insensíveis às vozes que chegam aos nossos ouvidos. Em muitas ocasiões, chegamos à conclusão de que Deus também mudou e já não escuta a noss...

O outono da vida cristã!

  O que caracteriza cada tempo que vivemos ao longo do ano são as estações. É possível perceber que elas demarcam o surgimento de novas possibilidades, e a forma como a vida desabrocha muda em cada uma delas. No caso do outono, trata-se da estação de transição entre o verão e o inverno. Suas principais características incluem a queda gradual das temperaturas, dias mais curtos e noites mais longas, diminuição da umidade do ar, maior incidência de ventos e a clássica mudança de cor, seguida da queda das folhas das árvores. E o que muitas vezes nos chama a atenção no outono é justamente a perda completa das belas folhas e flores das árvores. Em muitas espécies, restam apenas os ramos e o tronco. Essa visão nos transmite uma sensação de morte, aniquilamento e fim da história da árvore. Em outras palavras, acreditamos que, na próxima estação, não veremos mais a mesma planta que estava diante dos nossos olhos. E qual é a relação do outono com a nossa vida cristã? O fato é que existem...

A sociedade do cansaço!

  Somos a geração dos extremos. Vivemos constantemente no limite e, ao mesmo tempo, no fio da navalha. Trabalhamos como se estivéssemos nos últimos dias de nossa existência. Acumulamos bens como se um longo inverno estivesse prestes a chegar. Gastamos toda a nossa energia tentando conciliar trabalho, família, religião, lazer e felicidade. E, nessa busca frenética, o resultado não poderia ser outro senão o cansaço extremo. E o cansaço a que me refiro não é apenas o físico. Afinal, quando alguém realiza um trabalho braçal intenso, geralmente consegue repousar e restaurar as forças do corpo. O cansaço contemporâneo é, sobretudo, existencial. Isso ocorre porque vivemos em uma cultura marcada pelo esgotamento. A lógica da produtividade constante, da comparação e da autoexigência transforma o indivíduo em alguém permanentemente cansado. Trata-se de uma sociedade que valoriza o desempenho acima do descanso, produzindo desgaste físico, emocional e espiritual. É interessante notar que, ...

Senhor, ensina-nos a orar!

  A convivência dos discípulos com Jesus foi relativamente breve, cerca de três anos e meio. Por isso, não havia tempo a perder. Era necessário extrair do Mestre ensinamentos, orientações e instrumentos essenciais para a vida cristã, bem como assimilar diretrizes fundamentais para a propagação do evangelho por Ele inaugurado. Nesse convívio, cotidiano e intenso, tornavam-se evidentes atitudes das quais o Mestre não abria mão, o que naturalmente chamava a atenção dos doze. Imagine conviver com alguém que possui profundo domínio sobre determinado assunto, cujo conhecimento pode significar a diferença entre o sucesso e o fracasso. Evidentemente, toda a atenção se voltaria para o que essa pessoa faz. Jesus não apenas caminhava com os discípulos; Ele era a expressão viva daquilo que deveria continuar após a sua morte. Entre as diversas lições aprendidas ao longo dessa caminhada, os discípulos observaram uma prática constante na vida do Mestre. Não importava se Ele estava diante de u...

O perfil dos homens dos últimos dias

  Invariavelmente, somos surpreendidos pelas notícias mais aterrorizantes nos canais de comunicação e nas redes sociais. São atos tão cruéis que, se narrados fora do contexto, dificilmente alguém acreditaria que o ser humano fosse capaz de cometer tamanhos desatinos. E, apesar da grande repercussão que essas ações provocam, elas não desestimulam outras pessoas a praticarem crimes semelhantes, e, em muitos casos, crimes ainda mais repulsivos e inacreditáveis para quem os presencia ou deles toma conhecimento. Dentre as várias formas de violência cometidas nos últimos tempos, as estatísticas demonstram que as mulheres se tornaram alvos preferenciais de muitos homens. Em uma busca rápida, dados do Ministério da Justiça indicam que o início de 2026 é o mais letal da história, mantendo a média de quatro feminicídios por dia. Se esse ritmo persistir, o número de vítimas até o final do ano será alarmante. Escrevendo a Timóteo, o apóstolo Paulo apresentou uma visão profética acerca do p...