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Levanta-te, Senhor!

  Quando observamos o caos pelo qual passam as nações, perguntamo-nos: onde está Deus, que não vê tantos desmandos acontecendo nos quatro cantos do mundo? Seria possível que um Deus, revelado pela Bíblia como misericordioso, benigno, compassivo e amoroso, permita que tragédias horríveis continuem a assolar as nações? Como explicar que homens ímpios governem durante décadas e pareçam sair ilesos de todos os males que cometeram? Como admitir que uma criança, que chora a ausência de seus pais mortos em uma guerra, esteja dentro dos planos do Criador do universo? Como conceber que um tirano permaneça no poder, massacrando o seu próprio povo? Não há limites para o corrupto que saqueia a sua nação? São muitas as perguntas que têm inquietado a humanidade ao longo dos séculos. O problema é que desejamos que tudo aconteça de forma imediata e conforme o nosso tempo. Não admitimos que uma injustiça permaneça sequer por um segundo diante dos nossos olhos. Somente nos satisfazemos com a justi...

Como caminhar quando o destino parece incerto?

  Manter um plano, um propósito ou uma visão pode até parecer fácil quando não se tem o vento da indecisão soprando em todas as direções. No início de qualquer jornada, somos confrontados por inquietações e dúvidas que nos cercam, pelo simples fato de que o caminho ainda não está aberto ou com uma direção definida. Nessa situação, o caminhante vai abrindo o que chamamos de “picada” no meio da mata ou do campo aberto, guiado apenas pela noção de onde deseja chegar. No mundo de GPS em que vivemos, é muito fácil ir a qualquer lugar, mesmo sem nunca ter estado lá. Mas imagine guiar-se apenas pelas estrelas, pelo sol ou pelo vento: não há muita segurança. Essa incerteza assemelha-se à caminhada dos dois discípulos no caminho de Emaús. Eles haviam presenciado o espetáculo mais grotesco da face da Terra: a crucificação de alguém que, mais do que um líder, era o seu Mestre. Eles esperaram três dias em Jerusalém para presenciar a grande promessa feita por Jesus: a de que, ao terceiro di...

Terra do Esquecimento!

  Lutamos intensamente para não sermos esquecidos; seja por parentes, amigos ou por aqueles que, em algum momento, nos admiraram e nos consideraram importantes em suas vidas. Essa necessidade de sermos vistos, reconhecidos e lembrados intensificou-se ainda mais na era da rede mundial de computadores. As redes sociais transformaram-se em um verdadeiro espelho da autoestima, ainda que, muitas vezes, sustentem apenas uma ilusão de notoriedade, efêmera e passageira. Mesmo tendo consciência dessa realidade, somos constantemente impelidos pela necessidade de estar em evidência diante dos outros. O esquecimento, ou o ostracismo, passa a ser percebido como sinônimo de uma vida não plenamente vivida. Rejeitamos a solidão, ainda que saibamos que o reconhecimento da multidão frequentemente se limita ao afago do ego, sem qualquer aprofundamento nas relações interpessoais mais significativas. Nesse contexto, a história de Mefibosete, neto do rei Saul e filho de Jônatas, torna-se particularm...

Lembra-te de onde caíste?

  Uma das maiores tragédias que pode acontecer na vida de quem serve a Deus é a ruptura no relacionamento com Ele. Mesmo que seja apenas uma pequena fissura, a comunhão se abala. É como um pai que vai viajar para um lugar distante e, ao se despedir do filho, sente um vazio e uma saudade no peito antes mesmo de iniciar a viagem. Isso ocorre porque existe um vínculo íntimo entre ambos. Mesmo que a distância seja momentânea, a sensação é de falta e de incompletude. Quando caímos em nossa vida espiritual em algum momento da caminhada, sentimos exatamente isso. Ainda que seja uma pequena rachadura nos laços que nos ligam a Deus, o sentimento que nos assola é de distanciamento. Sentimos que o Pai está longe. A Bíblia está repleta de homens e mulheres que caíram, mas que expressaram de forma visceral a necessidade de se reaproximar do Senhor. Um dos exemplos mais marcantes é o do rei Davi. Após cometer adultério e homicídio, ele continuou conduzindo sua vida e seu reino como se nada t...

Que farei de Jesus, chamado Cristo?

  Existem questões na vida que não são apenas importantes; elas são fundamentais para o nosso desenvolvimento, pelo simples fato de que tais decisões influenciarão o nosso presente e o nosso futuro. Não se trata, por exemplo, de decidir que roupa vestir, a marca do celular ou se a viagem das próximas férias será no Brasil ou em alguma praia paradisíaca. Questões cruciais exigem respostas refletidas e amadurecidas. Elas não podem ser fruto de um momento de euforia ou de manipulação coletiva, pois as minhas decisões são de minha inteira responsabilidade. Infelizmente, muitas pessoas se veem em situações complicadas porque não prestaram atenção à questão que estava diante delas. A pergunta que dá título a este texto está no evangelho de Mateus 27:22. Jesus foi colocado diante da multidão porque Pilatos, avisado por sua mulher para não se envolver no problema, transferiu a responsabilidade da decisão para a multidão eufórica que ali estava reunida. O problema é que a multidão já ha...

O Poder que Adoece!

  Desde os tempos imemoriais da humanidade, o poder e o seu exercício exercem verdadeiro fascínio sobre os seres humanos. Valendo-se de todos os meios e formas disponíveis em suas épocas, reis, imperadores e presidentes buscaram fortalecer-se e conquistar cada vez mais poder e, consequentemente, maior domínio sobre os seus semelhantes. Basta abrir um livro de História para encontrar dezenas de narrativas épicas de conquistadores e invasores que se tornaram célebres por suas estratégias de subjugar e controlar. Dentre esses inúmeros casos, chama-nos a atenção a história de um homem que, no início, era apenas um jovem que ajudava o pai nos afazeres da fazenda, mas que, a partir do encontro com o profeta Samuel, teve a sua vida transformada. Trata-se do rei Saul. Em seu encontro com o profeta, registrado em 1 Samuel 9, Quis, pai de Saul, havia perdido suas jumentas e incumbiu o filho de sair pelos campos à procura delas. Entretanto, o desaparecimento das jumentas era um “pretexto”...

Perto da meia-noite!

  Alguns acontecimentos da vida nos levam ao limite da nossa estrutura emocional e física. Não é fácil suportar toda a tensão de uma situação sem que se tenha qualquer perspectiva do seu desfecho. Circunstâncias que nos tensionam nos fazem perder o rumo, trazendo agonia, fazendo o coração palpitar e colocando os nervos à prova. Ninguém gosta de esperar até o último momento para vislumbrar a luz no fim do túnel. Somos, por natureza, seres práticos, ou, por que não dizer, ansiosos em relação às pequenas e grandes decisões que cercam as nossas vidas. Mas nem sempre as coisas saem como planejamos ou desejamos. E um fato que retrata bem o que foi exposto está relatado em Atos 16 . Paulo e Silas estavam fazendo a obra de Deus, anunciando o evangelho e operando curas e milagres. Inclusive, expulsaram um espírito de adivinhação de uma jovem que era explorada por seus senhores para gerar lucro. Por esse motivo, e também pelo teor da pregação, os moradores da cidade de Filipos lançaram m...