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Somos de Deus, e isso basta!

  Saber de onde somos e para onde estamos indo é muito importante, mas há algo que faz ainda mais diferença: saber de quem somos. Quando nascemos, nosso primeiro documento é a certidão de nascimento. Nesse documento constam todas as informações importantes sobre aquele novo ser que acabou de chegar ao mundo: o nome dos pais, a data de nascimento, a naturalidade, a nacionalidade, os avós e assim por diante. São informações que levaremos conosco por toda a vida. Qualquer documento que viermos a emitir posteriormente terá como base os dados registrados em nossa certidão de nascimento. E isso faz toda a diferença ao longo da vida. Se o escrivão, por descuido, ou os pais, por negligência, fornecerem alguma informação incorreta, nossa identificação ficará comprometida. Do ponto de vista espiritual, também é fundamental termos essa identificação. Ao olhar para nós, Deus sabe exatamente as condições em que nos encontrou e a forma como trabalhou para nos aproximar dEle. O diabo também...

Deus limpará toda a lágrima!

  Os motivos que podem nos levar às lágrimas são muitos e dos mais variados tipos. É verdade que podemos chorar de alegria. Entretanto, não há dúvidas de que a maior parte das lágrimas está relacionada a fatos, acontecimentos ou notícias carregadas de tristeza. É impossível não se emocionar diante de uma injustiça cometida contra alguém que não pode se defender; da fome enfrentada por uma família que não consegue prover o básico para seus filhos; ou da notícia dolorosa da morte de alguém muito próximo. Quando menos esperamos, encontramos alguém chorando ao nosso lado, precisando de um abraço, de um afago ou simplesmente de uma palavra de encorajamento para enfrentar os motivos de suas lágrimas. E, nos dias em que vivemos, não faltam pessoas que choram. Isso acontece porque, à medida que o tempo passa, mais difíceis e desafiadoras se tornam as circunstâncias da vida neste mundo. O que mais nos entristece é perceber que não são apenas os adultos e idosos que sofrem e choram. Crianç...

Olhai para as aves do céu!

  Você já teve a experiência de observar uma revoada de pássaros no início da manhã? Primeiro, chama a atenção a disposição incrível com que eles despertam. Saem fazendo o maior barulho do mundo. Cantam, gritam, fazem malabarismos no ar e seguem em direção ao seu banquete de café da manhã. Ao contrário de muitos de nós, que já acordamos de mau humor porque dormimos mal ou porque temos a sensação de que aquele dia será um verdadeiro caos. É o patrão explorador que teremos pela frente, o colega de trabalho que se encosta e não faz nada. Em síntese, o simples fato de o dia ter começado já parece motivo suficiente para a insatisfação. O que nos chama a atenção nessas aves é a forma como sabem exatamente onde buscar o seu alimento e como parecem ter certeza de que não passarão fome. Saem felizes e contentes, confiando apenas que Aquele que as alimentou e cuidou delas nos dias anteriores estará lá, mais uma vez, pronto para suprir todas as suas necessidades. E o segredo dessa tranquili...

A alegria vem ao amanhecer!

  Estamos carentes de notícias e acontecimentos que nos tragam alegria, porque, nos últimos tempos, o que temos visto e ouvido são tragédias, choros e sofrimentos sem fim. A impressão é a de que estamos imersos em um aquário, rodeados apenas por predadores cruéis e assustadores. Com isso, todo fio de esperança e contentamento com a vida parece, a cada dia, se esvair e escorregar entre os nossos dedos. É a mãe que chora a perda do filho para o crime ou para as drogas; é o diagnóstico médico que traz o resultado de uma doença incurável ou degenerativa; são as guerras que dilaceram famílias inteiras e arruínam nações, transformando-as em escombros. Há uma infinidade de situações e condições que nos limitam a comemorar qualquer conquista ou a nos sentir seguros diante de tantas calamidades. Somos bombardeados todos os dias, pelas redes sociais e pela televisão aberta, com os mais bárbaros tipos de crimes e atrocidades cometidos contra mulheres, crianças e homens. Paira sobre a atmo...

O Senhor me ouviu!

  Duas características marcantes do ser humano são a capacidade de falar e de ouvir. Somos formados e influenciados pelas pessoas por meio da comunicação. Ao mesmo tempo, a visão de mundo e a consolidação dos valores que praticamos e que moldam a nossa vida passam, necessariamente, pela comunicação. Entretanto, nos dias atuais, temos vivido uma crise comunicacional, pois acreditamos que nos comunicamos simultaneamente com centenas de pessoas, quando, na realidade, emitimos sons que muitas vezes não são compreendidos pelos nossos interlocutores. Nessa mesma direção, também não conseguimos entender as milhares de vozes que escutamos todos os dias. As redes sociais parecem ter dado voz e espaço de escuta para muitas pessoas que, até pouco tempo, eram invisíveis. Porém, o que se observa é que nunca estivemos tão distantes uns dos outros, nem tão insensíveis às vozes que chegam aos nossos ouvidos. Em muitas ocasiões, chegamos à conclusão de que Deus também mudou e já não escuta a noss...

O outono da vida cristã!

  O que caracteriza cada tempo que vivemos ao longo do ano são as estações. É possível perceber que elas demarcam o surgimento de novas possibilidades, e a forma como a vida desabrocha muda em cada uma delas. No caso do outono, trata-se da estação de transição entre o verão e o inverno. Suas principais características incluem a queda gradual das temperaturas, dias mais curtos e noites mais longas, diminuição da umidade do ar, maior incidência de ventos e a clássica mudança de cor, seguida da queda das folhas das árvores. E o que muitas vezes nos chama a atenção no outono é justamente a perda completa das belas folhas e flores das árvores. Em muitas espécies, restam apenas os ramos e o tronco. Essa visão nos transmite uma sensação de morte, aniquilamento e fim da história da árvore. Em outras palavras, acreditamos que, na próxima estação, não veremos mais a mesma planta que estava diante dos nossos olhos. E qual é a relação do outono com a nossa vida cristã? O fato é que existem...

A sociedade do cansaço!

  Somos a geração dos extremos. Vivemos constantemente no limite e, ao mesmo tempo, no fio da navalha. Trabalhamos como se estivéssemos nos últimos dias de nossa existência. Acumulamos bens como se um longo inverno estivesse prestes a chegar. Gastamos toda a nossa energia tentando conciliar trabalho, família, religião, lazer e felicidade. E, nessa busca frenética, o resultado não poderia ser outro senão o cansaço extremo. E o cansaço a que me refiro não é apenas o físico. Afinal, quando alguém realiza um trabalho braçal intenso, geralmente consegue repousar e restaurar as forças do corpo. O cansaço contemporâneo é, sobretudo, existencial. Isso ocorre porque vivemos em uma cultura marcada pelo esgotamento. A lógica da produtividade constante, da comparação e da autoexigência transforma o indivíduo em alguém permanentemente cansado. Trata-se de uma sociedade que valoriza o desempenho acima do descanso, produzindo desgaste físico, emocional e espiritual. É interessante notar que, ...