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Remendo novo em roupas velhas!

  As gerações mais novas talvez não conheçam uma prática muito comum entre os mais pobres de algumas décadas atrás: remendar roupas, principalmente as utilizadas no trabalho braçal. Esse processo consistia em costurar um pedaço de tecido, nem sempre do mesmo tipo e muito menos da mesma cor, para cobrir os buracos que surgiam com o uso constante. Substituir a roupa custava caro e, por se tratar de uma peça usada no dia a dia, considerava-se que ela ainda poderia ser útil por muito tempo. Jesus utiliza a imagem do remendo nos Evangelhos de Mateus 9:16, Marcos 2:21 e Lucas 5:36. Remendar roupas também era uma prática conhecida naquela época, em que adquirir novas vestimentas não era uma possibilidade acessível a todos. Por isso, o exemplo se ajustava ao que Jesus pretendia comunicar àqueles que ouviam sua mensagem. A questão surgiu quando Jesus foi questionado sobre o motivo pelo qual os discípulos de João e os fariseus jejuavam, enquanto os seus discípulos não faziam o mesmo. Ele...

O Grão de Trigo!

  É desafiador entender a dinâmica e a ordem das coisas no Reino de Deus. Constantemente, em várias situações, elas se contrapõem a tudo o que nós, no nosso mundinho, tentamos estabelecer como critério justo e correto. Aqui no planeta Terra, sobem os que têm mais capacidade do ponto de vista técnico e segundo a avaliação dos outros; o menor deve servir ao maior; os que possuem mais recursos frequentemente exercem poder sobre aqueles que têm menos; os que nascem em famílias bem estruturadas e economicamente estáveis partem em condições mais favoráveis para disputar as melhores oportunidades. Em outros termos, a corrida já começa de forma injusta e coloca em vantagem aqueles que nasceram em condições privilegiadas ou herdaram recursos. Entretanto, a experiência na Palavra de Deus nos leva em uma direção inversa à de tudo aquilo a que estamos acostumados. No Reino de Deus, a grandeza se expressa no serviço. O maior é o menor; quem procura preservar a própria vida a qualquer custo po...

O trono está ocupado!

  No pleito que se aproxima, cerca de 158,7 milhões de eleitores estarão aptos a votar . Queiramos ou não, eleições como as que vão acontecer causam um frenesi muito grande em toda a população brasileira. Com o advento da internet, sobretudo, das redes sociais, as campanhas eleitorais saíram do rádio e da TV aberta e se consolidaram nos perfis dos candidatos e dos defensores mais entusiasmados de algum partido ou figura política. A verdade é que muitas pessoas se jogam de cabeça nesta disputa e se esquecem de que, logo após o pleito, os candidatos que se mostravam inimigos mortais nas peças publicitárias são, na verdade, amigos íntimos a ponto de frequentarem os mesmos lugares, rirem das mesmas piadas e terem amigos em comum. É um paradoxo melancólico; enquanto o eleitor comum rompe laços de amizade, briga com familiares e se consome em angústia defendendo com unhas e dentes uma bandeira partidária, alguns adversários mantêm relações cordiais ou voltam a dialogar depois da disp...

Para que desejais vós o Dia do Senhor?

  Existe uma crença corrente de que esperar o Dia do Senhor é obter livramento, salvação e aniquilamento do inimigo. O problema é que as pessoas vivem deliberadamente longe da vontade de Deus. Praticam e aprovam as mais terríveis abominações contra o Senhor. Aplaudem o ímpio quando o justo é pisado por ele e tem a sua causa levada em pouca importância. Participam de forma ativa da corrupção e afagam a consciência daqueles que são publicamente reconhecidos como usurpadores, apenas com um objetivo: alcançar o favor e as benesses. São pessoas assim, carregadas e manchadas por um volume absurdo de desvios e corrupção, que desejam o Dia do Senhor. Porém, elas se esquecem de que Deus não afaga o ego de ninguém. Pelo contrário: “Com o benigno te mostrarás benigno; e com o homem sincero te mostrarás sincero; com o puro te mostrarás puro; e com o perverso te mostrarás indomável” (Salmos 18:25-26). Veja, com aquele que se junta à perversidade e ama a corrupção, o Senhor se mostra indomáve...

O que é o Reino de Deus?

  É impressionante como, ao longo dos anos, a compreensão sobre questões espirituais cruciais vem se diluindo sob a influência das chamadas “pós-verdades”. Nas últimas décadas, verdades bíblicas absolutas e inegociáveis para a Igreja passaram a ser tratadas superficialmente como "usos e costumes", em vez de doutrinas firmadas na Palavra de Deus. A realidade contemporânea parece evidenciar, de maneira particularmente intensa, o alerta dirigido pelo apóstolo Paulo a Timóteo : “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo coceira nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências. E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas” (2 Timóteo 4:3-4). Regras humanas e interesses egoístas têm, em muitos altares, substituído a verdade incontestável das Escrituras. Diante dessa distorção do propósito divino, uma pergunta torna-se urgente: afinal, o que é o Reino de Deus? A resposta a essa indagação é vital, pois uma visã...

Não há um justo, nem um sequer!

  Desde a criação da Terra até os dias atuais, os desígnios do coração do homem em se inclinar para fazer o mal só pioraram. A sensação é a de que o egoísmo, a injustiça e a busca por vantagens, continuam presentes nas relações humanas. Não é sem motivo que, em Gênesis 8:21, o próprio Deus afirma que “[...] a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice [...]”. Em outros termos, em razão da queda, a natureza humana tornou-se inclinada ao pecado e à busca dos próprios interesses. Existem aqueles que buscam com todas as forças manter-se íntegros à palavra de Deus, buscar a santificação e agradar ao seu Senhor. Mas essa postura desencadeia uma batalha violenta entre o nosso ego e desejos, e a firme decisão de se manter dentro dos princípios da Palavra. Portanto, é importante entender que nessa seara não existe super-homem, tampouco aquele que é intocável e incorruptível, porque na natureza humana marcada pela queda está a marca indelével da inclinação para o mal. Tanto...

Quem é o meu próximo?

  As razões que permeiam as relações humanas não mudaram ao longo dos séculos. Pelo contrário, tornaram-se mais acirradas e facilmente perceptíveis. De um lado, porque o contato entre um número cada vez maior de pessoas se tornou extremamente simples com o advento das redes sociais e de aplicativos como o WhatsApp. De outro, em razão do crescimento das cidades, que comportam milhões de habitantes que, de uma forma ou de outra, convivem em um mesmo espaço. Entretanto, um dos grandes problemas que envolvem essas relações está na maneira como cada um enxerga quem é o seu próximo. Apesar de parecer uma questão óbvia, ao longo do tempo essa compreensão tem se deteriorado cada vez mais. Somos instigados, a todo momento, a estabelecer divisões que levam em consideração a religião, a posição social, a cor, o sexo, a origem, entre outros aspectos, em vez de reconhecermos a humanidade que compartilhamos e à qual todos pertencemos. Em direção contrária a essa lógica, desde a Lei Mosaica, ...