O Sol dos Mortos!

 

Desde tempos imemoriais, o ser humano busca riqueza, poder e reconhecimento. Ao pesquisarmos nos livros de história, encontramos as mais diversas estratégias criadas por conquistadores com o objetivo único de acumular bens que lhes dessem a condição de possuir qualquer coisa que desejassem.

Na América Latina, por exemplo, foram inúmeras as expedições de espanhóis e portugueses com o intuito de encontrar riquezas em abundância. No Brasil, desde o aporte em 1500, os portugueses desbravaram do litoral aos rincões mais inóspitos com o objetivo de "encher os bolsos". Após essa invasão, o país permaneceu como colônia de Portugal por 322 anos, a mais de três séculos.

Qual a relação dessa história antiga com os dias atuais? A resposta é que nada mudou na busca frenética: a mentalidade dos colonizadores do século XV é a mesma dos "caçadores de recompensas" do século XXI. Refletindo sobre essa inclinação humana, o apóstolo Paulo afirmou: “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição” (1 Timóteo 6:9).

Milhares de homens morreram na época da colonização por fome, frio, calor ou ataques de animais peçonhentos. Em nosso tempo, a armadilha é o conforto excessivo e a propaganda de futilidades, que tem levado centenas de milhares de pessoas a se sentirem sem valor e, em casos extremos, a tirarem a própria vida. Muitos correm, movidos pela ideologia do consumo, para garantir seu "lugar ao sol". No entanto, o que observamos é que esse tem se tornado o "sol dos mortos".

Não é sem razão que Paulo reitera que a busca desesperada pela posse leva a desejos nocivos e à destruição final. É aqui que a mensagem de Jesus se torna crucial: “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?” (Mateus 16:26). Afinal, de nada adianta conquistar o ouro do mundo e entupir a alma de riquezas se, no fim das contas, estivermos mortos por dentro.

Infelizmente, esse brilho ilusório tem atraído multidões ao redor do planeta. São pessoas que se levantam todas as manhãs sem outro sentido para a vida que não seja o "possuir, possuir e possuir". E, quando menos esperam, o sol se escurece e elas percebem que a vida se esvaiu. E o que se aproveita do “Sol dos Mortos”?

 

Texto: Marcos A L Pereira

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