Eis o noivo...
O casamento é um dos eventos mais
importantes na maioria das sociedades ao redor do mundo. Em diferentes
culturas, ele não representa apenas o encontro entre duas pessoas que
resolveram partilhar suas vidas; existe todo um ritual de preparação para que
os noivos deixem a casa de seus pais e se comprometam a viver, muitas vezes, em
novos lugares, com outra família e outros costumes. Isso significa que há um
período de maturação e de convivência anterior ao casamento, com o objetivo de conhecer
o outro: seus hábitos, sua cultura, sua visão de mundo e, por que não dizer,
suas crenças e percepção sobre Deus.
O noivado, e, posteriormente, o
casamento, por possuir profundas simbologias espirituais, é apresentado na
Bíblia como a relação entre a Igreja e Jesus. O que vivemos no tempo presente é
este momento de noivado, conhecimento e maturação do nosso relacionamento com
Cristo. Fazemos parte da Igreja e, portanto, temos um compromisso com o Noivo,
que voltará um dia para buscar a Sua noiva para as bodas celestiais.
A questão é que, durante a
ausência do Noivo, a noiva não pode viver como se não houvesse perspectiva de o
casamento acontecer. Ou seja, não deve encarar o noivado apenas como uma
possibilidade distante, sem tomar as providências próprias de quem irá casar. Por
isso, retratando os dois tipos de noivas, Jesus, na parábola das dez virgens
(Mateus 25:1-13), diz que à meia-noite ouviu-se um clamor: “Aí vem o esposo,
saí-lhe ao encontro”.
O detalhe do noivado de Jesus com
a Igreja é que não sabemos o dia nem a hora em que o Noivo voltará. Na
parábola, houve uma espera prolongada. Quando o texto diz que o clamor se deu à
meia-noite, reforça que o Noivo poderá voltar no momento mais improvável. Isso
exige que a noiva esteja pronta a todo tempo. Enquanto as virgens prudentes se
mantinham firmes e vigilantes, as imprudentes dormiam, vencidas pelo sono.
Atualmente, muitos se assemelham
às virgens imprudentes. Frequentam cultos, gostam de louvar, pregar, ir a
eventos gospel e divulgar o nome de Jesus, mas não estão, efetivamente,
esperando o Noivo. Vivem um compromisso de fachada. O fato é que, mesmo que
muitos continuem dispersos e desavisados, a qualquer hora se ouvirá o clamor:
“Eis o Noivo!”.
Estamos realmente preparados para
nos encontrar com o Noivo e selar o casamento? Infelizmente, ao ouvir o grito
da Sua chegada, não haverá como correr com os preparativos. É certo que chegará
o tempo de Jesus desposar a sua noiva, e o momento de se preparar se chama
“hoje”. Não haverá segunda chance. Apenas se ouvirá... “Eis o Noivo!”.
Texto:
Marcos A L Pereira
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