A Anatomia de uma Geração em Crise de Sentido!
Sofro as dores desta geração que
não se compadece de si mesma, que se entrega aos prazeres da carne e se lança
no abismo incontrolável das drogas como se elas fossem a saída para suas vidas
vazias e sem sentido. Sofro por uma geração que não conhece o seu Deus; pelo
contrário, por meio de suas atitudes, nega a sua existência. Sofro por uma
geração que espera mais de si mesma do que do seu Criador. Sofro, sobretudo,
por aqueles que partiram na ilusão de que tudo se acaba com a morte e que se
foram sem estar preparados.
Além de sofrer, questiono aonde
irá parar esta geração que não conhece o seu Deus, que limita seus valores a
meros pontos de vista, que tem como meta a superficialidade da existência
humana e não se preocupa com a essência da própria alma. Questiono quando
perdemos o senso da existência, da vida, da morte, dos valores, de Deus, do
outro e, sobretudo, de nós mesmos. Em que rodoviária paramos e mudamos o nosso
trajeto rumo a outro destino, onde só existe a busca pela própria satisfação e
pela autorrealização?
Como mudar o nosso rumo? Será
possível fazê-lo diante dos desafios de uma geração que não se questiona e que,
quando se questiona, não aceita as respostas simples e objetivas como elas são?
Queremos sempre reinventar, melhorar e impor novos conceitos sobre aquilo que
já foi anteriormente elaborado e definido como verdade. Fico preocupado com os
ídolos que norteiam as decisões desta geração. Quem forma a mente dos futuros
pensadores e formadores de opinião? Nessa nova forma de compreender Deus, a
Igreja, o próximo, a bondade, o companheirismo e os valores, qual será o peso
do outro e do próprio eu?
Todas essas questões são
inquietantes para a nossa geração. Não sabemos aonde iremos parar. O simples
fato de ser humano já não parece pesar o suficiente para orientar a decisão
sobre quais princípios são fundamentais. Humanos estão matando humanos,
humilhando humanos, violentando, escravizando, roubando e odiando, desconsiderando
o ser humano como se humano não fosse.
Temo por uma geração em que o ter
é mais importante do que o ser. Infelizmente, essa situação de futilidade não é
nova. No Evangelho de Mateus 12:39, Jesus descreve uma geração que não estava
preocupada com os acontecimentos, fossem no plano físico ou espiritual. A única
coisa que preocupa a maioria das pessoas, tanto nos dias de Jesus quanto nos
nossos dias, é o prazer a qualquer custo.
Jesus chamou a sua geração de
“geração má e adúltera” (Mateus 12:39); em outras palavras, uma geração que
havia perdido seus valores, na qual a maldade se tornara algo comum entre os
seres humanos. Você já parou para analisar quanto vale a vida de uma pessoa
para a nossa geração? Infelizmente, muitos vendem a própria alma para o diabo
em troca de alguma vantagem. A maldade assola e destrói o ser humano sem
piedade. Uma geração adúltera é aquela que se relaciona com todo tipo de
impureza e que, sobretudo, trai o seu Deus. Quantos deuses têm influenciado a
nossa geração? Poderíamos mencionar muitos, mas entre os principais estão o
dinheiro, a fama, a cobiça, os bens materiais e o prazer desenfreado.
Contudo, há uma saída para toda
essa dor que surge como consequência da nossa desobediência ao Criador e das
decisões equivocadas que tomamos. Não existem receitas prontas ou um mapa da
felicidade; existe, sim, um caminho, e esse caminho se chama Jesus. Portanto,
não busque apenas o reconhecimento das pessoas ou espere a mudança de hábitos
do ser humano, pois ele, por si só, não conseguirá transformar-se plenamente.
Não faça parte da geração má e adúltera, mas daquela que renuncia ao pecado e a
tudo o que desagrada ao Senhor. Deus está à procura de uma geração que abra mão
de tudo, não por interesse ou segundas intenções, mas porque o adora
verdadeiramente e rejeita viver de forma adúltera e má.
Texto: Marcos A L Pereira
Louvado seja Deus, por sábias palavras, inspiração vinda do Pai Celestial...
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