Enquanto o mundo entra em ebulição!

 

As notícias que chegam pela internet e pela TV aberta não são nada animadoras. Pelo contrário, indicam que a Terra está em um processo iminente de ebulição, e, aqui, a palavra "ebulição" é usada no sentido literal. Estamos, de fato, atingindo o ponto de fervura do nosso planeta. Tudo isso acontece enquanto nos deixamos distrair pela Copa do Mundo, por disputas de poder, pela busca de satisfação individual e por tantas outras futilidades que, no fim das contas, não farão o menor sentido.

E que notícias catastróficas são essas? Na cidade alemã de Leipzig, os termômetros marcaram impressionantes 47,5 °C, calor suficiente para derreter o asfalto. E não para por aí. Segundo a respeitada Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), em 2026 enfrentaremos um Super El Niño. Entre outras consequências, ele trará temperaturas extremas, secas severas, forte impacto na agricultura e, consequentemente, a escassez e o encarecimento dos alimentos.

Infelizmente, não há novidade nos ciclos de destruição pelos quais a humanidade passa ao longo dos séculos — sobretudo porque as evidências estão escancaradas diante de nós. O apóstolo Pedro, há quase dois milênios, já nos advertia sobre o cenário que estamos prestes a viver: “Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão” (2 Pedro 3:10). E ele continua: “Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão?” (2 Pedro 3:12).

Com o mesmo propósito, o autor da carta aos Hebreus reafirmou: “Eles perecerão, mas tu permanecerás; e todos eles, como roupa, envelhecerão, e como um manto os enrolarás, e serão mudados” (Hebreus 1:11,12). Há uma clara preocupação do escritor sagrado em nos lembrar de que aquilo que consideramos estável e imutável passará por transformações bruscas. E o que fazemos enquanto a Terra se transforma? Continuamos como os "meninos na praça": discutindo, priorizando nossos próprios interesses e nos divertindo como se não houvesse amanhã.

Ambas as passagens apontam para o calor ardente e a dissolução de tudo o que existe na Terra. A metáfora mais contundente de Hebreus compara o planeta e seus habitantes a roupas velhas que perdem a utilidade, acabando descartadas e jogadas no cesto de lixo. Por isso, o alerta bíblico segue urgente e atual: despertemos, vigiemos, aguardemos e corramos com diligência para nos preparar.

 

Texto: Marcos A L Pereira

Instagram: @marcoslima.p

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