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Mostrando postagens de setembro, 2026

Para que desejais vós o Dia do Senhor?

  Existe uma crença corrente de que esperar o Dia do Senhor é obter livramento, salvação e aniquilamento do inimigo. O problema é que as pessoas vivem deliberadamente longe da vontade de Deus. Praticam e aprovam as mais terríveis abominações contra o Senhor. Aplaudem o ímpio quando o justo é pisado por ele e tem a sua causa levada em pouca importância. Participam de forma ativa da corrupção e afagam a consciência daqueles que são publicamente reconhecidos como usurpadores, apenas com um objetivo: alcançar o favor e as benesses. São pessoas assim, carregadas e manchadas por um volume absurdo de desvios e corrupção, que desejam o Dia do Senhor. Porém, elas se esquecem de que Deus não afaga o ego de ninguém. Pelo contrário: “Com o benigno te mostrarás benigno; e com o homem sincero te mostrarás sincero; com o puro te mostrarás puro; e com o perverso te mostrarás indomável” (Salmos 18:25-26). Veja, com aquele que se junta à perversidade e ama a corrupção, o Senhor se mostra indomáve...

O que é o Reino de Deus?

  É impressionante como, ao longo dos anos, a compreensão sobre questões espirituais cruciais vem se diluindo sob a influência das chamadas “pós-verdades”. Nas últimas décadas, verdades bíblicas absolutas e inegociáveis para a Igreja passaram a ser tratadas superficialmente como "usos e costumes", em vez de doutrinas firmadas na Palavra de Deus. A realidade contemporânea parece evidenciar, de maneira particularmente intensa, o alerta dirigido pelo apóstolo Paulo a Timóteo : “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo coceira nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências. E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas” (2 Timóteo 4:3-4). Regras humanas e interesses egoístas têm, em muitos altares, substituído a verdade incontestável das Escrituras. Diante dessa distorção do propósito divino, uma pergunta torna-se urgente: afinal, o que é o Reino de Deus? A resposta a essa indagação é vital, pois uma visã...

Não há um justo, nem um sequer!

  Desde a criação da Terra até os dias atuais, os desígnios do coração do homem em se inclinar para fazer o mal só pioraram. A sensação é a de que o egoísmo, a injustiça e a busca por vantagens, continuam presentes nas relações humanas. Não é sem motivo que, em Gênesis 8:21, o próprio Deus afirma que “[...] a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice [...]”. Em outros termos, em razão da queda, a natureza humana tornou-se inclinada ao pecado e à busca dos próprios interesses. Existem aqueles que buscam com todas as forças manter-se íntegros à palavra de Deus, buscar a santificação e agradar ao seu Senhor. Mas essa postura desencadeia uma batalha violenta entre o nosso ego e desejos, e a firme decisão de se manter dentro dos princípios da Palavra. Portanto, é importante entender que nessa seara não existe super-homem, tampouco aquele que é intocável e incorruptível, porque na natureza humana marcada pela queda está a marca indelével da inclinação para o mal. Tanto...

Quem é o meu próximo?

  As razões que permeiam as relações humanas não mudaram ao longo dos séculos. Pelo contrário, tornaram-se mais acirradas e facilmente perceptíveis. De um lado, porque o contato entre um número cada vez maior de pessoas se tornou extremamente simples com o advento das redes sociais e de aplicativos como o WhatsApp. De outro, em razão do crescimento das cidades, que comportam milhões de habitantes que, de uma forma ou de outra, convivem em um mesmo espaço. Entretanto, um dos grandes problemas que envolvem essas relações está na maneira como cada um enxerga quem é o seu próximo. Apesar de parecer uma questão óbvia, ao longo do tempo essa compreensão tem se deteriorado cada vez mais. Somos instigados, a todo momento, a estabelecer divisões que levam em consideração a religião, a posição social, a cor, o sexo, a origem, entre outros aspectos, em vez de reconhecermos a humanidade que compartilhamos e à qual todos pertencemos. Em direção contrária a essa lógica, desde a Lei Mosaica, ...