Quem é o meu próximo?
As razões que permeiam as relações humanas não mudaram ao longo dos séculos. Pelo contrário, tornaram-se mais acirradas e facilmente perceptíveis. De um lado, porque o contato entre um número cada vez maior de pessoas se tornou extremamente simples com o advento das redes sociais e de aplicativos como o WhatsApp. De outro, em razão do crescimento das cidades, que comportam milhões de habitantes que, de uma forma ou de outra, convivem em um mesmo espaço. Entretanto, um dos grandes problemas que envolvem essas relações está na maneira como cada um enxerga quem é o seu próximo. Apesar de parecer uma questão óbvia, ao longo do tempo essa compreensão tem se deteriorado cada vez mais. Somos instigados, a todo momento, a estabelecer divisões que levam em consideração a religião, a posição social, a cor, o sexo, a origem, entre outros aspectos, em vez de reconhecermos a humanidade que compartilhamos e à qual todos pertencemos. Em direção contrária a essa lógica, desde a Lei Mosaica, ...