A terra cambaleará como bêbado!
As notícias que têm chegado nos
últimos dias são assustadoras e têm
colocado continentes, nações e cidades em alerta máximo. Era comum ouvir falar
de terremotos que ocorriam de forma corriqueira em países do Oriente Médio, da
Ásia e, muito raramente, da Europa. Já na América Latina, era esporádico ter notícias de abalos sísmicos que
causassem destruição em massa. Esse fato trazia certa tranquilidade aos países vizinhos do Brasil e, por que não dizer, ao nosso próprio
país.
Mas eis que, de repente, os
sinais de tremores e suas consequentes tragédias humanitárias chegaram bem
perto do Brasil. No dia 24 de junho deste ano, a Venezuela foi sacudida por
dois tremores, um de magnitude 7,5 e outro de 7,2. Com esses tremores, milhares
de vidas foram soterradas. Logo em seguida, no dia 10 de agosto, outro
terremoto, de magnitude 7,4, atingiu a Colômbia com as mesmas consequências. E,
para fechar o ciclo de notícias catastróficas, no dia 20 de agosto, um tremor
de terra de 6,7 atingiu o Peru. Obviamente, centenas de vidas foram ceifadas
novamente.
Ao se questionar por que tais
eventos têm acontecido com mais frequência ao redor do planeta Terra, a resposta é clara: vem como
consequência do juízo de Deus sobre os homens. Veja o que profetizou Isaías: “De todo cambaleará a terra como o ébrio, e
será movida e removida como a choça de noite; e a sua transgressão se agravará
sobre ela, e cairá, e nunca mais se levantará” (Isaías 24:20).
É interessante a figura usada por Isaías de um ébrio, ou seja,
alguém bêbado e que, portanto, não tem nenhum equilíbrio sobre os seus
movimentos. Não tem como os homens segurarem
a terra ou impedir que ela se mova. A uma saída é construir prédios e casas
mais adaptáveis a esses eventos. Mas, mesmo assim, estaremos à mercê da intensidade do tremor. Em síntese, não existe
como controlar os movimentos do chão sob nossos pés.
Com base nessa palavra profética,
não temos como escapar das catástrofes naturais que acontecerão com mais
frequência, a menos que sigamos
outra orientação que Deus deu ao seu povo quando a terra estivesse assolada e
tomada por catástrofes: “E se o meu
povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e
se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os
seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Crônicas 7:14).
A mesma diretriz de Deus continua
valendo, porque Ele não muda e não existe sombra de variação em sua Palavra. A
terra precisa, mais do que nunca, ser sarada. E não adianta os homens
aumentarem os seus conhecimentos ou os
seus recursos estratégicos. Deus é soberano sobre a natureza. Por isso: “Portanto não temeremos, ainda que a terra
se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares”
(Salmos 46:2). E o arrependimento que traz essa confiança nos faz declarar: “Deus está no meio dela; não se abalará.
Deus a ajudará, já ao romper da manhã” (Salmos 46:5).
Deus pode colocar fim aos terremotos, às enchentes e a todas as
catástrofes provocadas pela natureza, mas, para isso, é necessário se humilhar,
orar, buscar a sua face e se converter dos maus caminhos. Que Deus nos ajude a enxergar
o caminho da restauração!
Texto:
Marcos A L Pereira
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