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Mostrando postagens de janeiro, 2026

Onde estão os que te acusam?

  Uma das obras mais espetaculares do sacrifício de Jesus na cruz do Calvário é, sem dúvida, o perdão incondicional para todos os nossos pecados. É tremenda a afirmação do apóstolo Paulo: “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz” (Colossenses 2:14). Usando a linguagem de hoje, poderíamos dizer que Jesus "deu baixa no sistema" em tudo o que era contra nós. Em outros termos, ao consultar o nosso "CPF espiritual", o inimigo não achará nada que fundamente uma cobrança. Mas, antes de chegar ao estágio da cruz, durante o Seu ministério terreno, Jesus foi confrontado pelos religiosos sobre um caso deveras alarmante: uma mulher fora pega em flagrante adultério. Se existem níveis e gravidades de pecado, esse era considerado um dos mais abjetos. Pela lei mosaica, a sentença era clara: “Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a ...

E vós, quem dizeis que eu sou?

  Se há algo que sempre marcou a vida e o ministério de Jesus, foi a definição de sua identidade e da identidade de seus discípulos. Isso ocorre porque quem não define a si mesmo não consegue identificar a quem pertence, tampouco a mensagem e a missão que devem ser seguidas e anunciadas. Jesus estava acostumado a viver rodeado por multidões por onde passava. No entanto, esse fenômeno não enchia os olhos do Mestre, pois Ele sabia que, no meio daquela aglomeração de pessoas, era pequeno o número daqueles que realmente se identificavam com sua vida, seu ministério e sua missão. Na verdade, esse número se resumia a onze pessoas, pois, até mesmo entre os doze que Jesus escolhera, um se desviou. O teste que Jesus aplicou aos doze discípulos, para verificar quem havia compreendido por que fazia parte daquele seleto grupo, consistiu no seguinte questionamento: “E vós, quem dizeis que eu sou?” (Mateus 16:15). Entretanto, um pouco antes, Jesus quis saber qual era a opinião da multidão a ...

EU irei com você!

  A sinceridade de Deus em relação a nós, que somos seus filhos, é impressionante. Em nenhum momento, e em nenhum lugar da Bíblia, você encontrará Deus nos animando com coisas do tipo: “fique tranquilo, a jornada será sempre um mar de rosas”; “não se perturbe, você nunca terá aflições, você não saberá o que é ter problemas”; “todos os teus inimigos serão destruídos antes de se levantarem contra a sua vida, e você sempre navegará em águas calmas e tranquilas”. Qualquer religião que ensine esse tipo de coisa não passou pelo crivo da Palavra de Deus. Diante das muitas lutas pelas quais as pessoas passam, é muito comum encontrar aqueles que tentam baratear a Palavra do Senhor e fazem isso, principalmente, prometendo coisas que Deus, em nenhum momento, deixou registradas em sua Palavra. O texto de Jeremias 1:9 começa com uma afirmação que, num primeiro momento, parece um paradoxo. O profeta Jeremias declara: “pelejarão contra ti”. Observe: ele não disse “jamais pelejarão contra ti”....

Por onde começa o julgamento de Deus?

  Ao longo dos anos, com a chamada “modernização” e “flexibilização” do evangelho, palavras como julgamento, inferno, arrependimento e pecado, entre outras, foram sendo excluídas do vocabulário cristão de muitas igrejas e pregadores. A tendência atual é motivar aqueles que chegam aos cultos; a pessoa precisa se sentir bem, sem as mensagens de confronto que, em outros tempos, ecoavam nos púlpitos. Em muitos lugares, contratam-se especialistas em comportamento humano, que criam um ambiente propício para que sensações emotivas sejam extravasadas durante a celebração. Sem falar nos influenciadores, coach e outros profissionais especializados em mídia, tudo para garantir a propagação, em alto nível, daquilo que foi o culto. Afinal, a propaganda tornou-se a alma do “negócio”. Entretanto, ainda que a verdadeira mensagem do evangelho seja relegada a segundo plano, ou até mesmo desapareça dos púlpitos, ela continua mais atual do que nunca e é levada muito a sério por Deus. Por isso, ao ...

A Vida que não cabe em uma Selfie!

  O ser humano sempre amou mais a si mesmo do que a Deus, mas, nos últimos tempos, parece que essa realidade tem se intensificado ainda mais. Gostamos muito de nós mesmos; somos narcisistas no mais profundo do nosso ser. Que lugar o sagrado tem ocupado em nossas vidas? Quanto tempo gastamos nos enchendo da graça e do conhecimento de Cristo Jesus? A comunhão com Deus é desconsiderada, pois dizemos não ter tempo. Mas como assim não temos tempo? Passamos horas diante do celular e do computador e não temos tempo para ler sequer um capítulo da Bíblia? Na verdade, somos a geração que está abusando da aparência deste mundo como se isso fosse um fim em si mesmo. Abusamos quando as coisas mais importantes das nossas vidas são exatamente o que é passageiro, o que é profano, aquilo que nada acrescenta à nossa vida espiritual. Ficamos irritados quando a internet falha, porém não temos a mesma reação quando falhamos em nossos compromissos com o Senhor. A atração que o mundo tem exercido é ass...

Mudando de rota por conta própria!

  A história do profeta Jonas é daquelas que, ao ouvirmos alguém narrar, nos levam a perguntar: como alguém recebe uma ordem direta de Deus e desobedece de forma tão deliberada? E se eu disser que, invariavelmente, nós agimos da mesma maneira dezenas e dezenas de vezes ao longo da vida? Não raras vezes mudamos de rota e tomamos a direção que nos parece mais apropriada para aquele momento, mesmo quando Deus já falou de várias formas e por diferentes meios. Isso acontece porque somos obstinados de coração e nos julgamos juízes capazes de decidir o nosso próprio destino. O problema é que toda decisão traz consigo uma consequência. Isto é, para cada ação existe uma reação, uma lei básica da física que também se aplica à vida espiritual. No caso do profeta Jonas, Deus o havia enviado a Níneve por causa da urgência de anunciar uma palavra de arrependimento antes que a cidade fosse destruída. Contudo, o profeta decidiu mudar a rota por conta própria e desceu para Társis. Sua missão não ...

O mundo em ebulição!

  Temos recebido notícias de todos os lados de que o mundo está em verdadeira ebulição. Poucas vezes, na história recente da humanidade, chegamos a um momento tão tenso quanto o que vivemos atualmente. Nações poderosas ao redor do mundo começaram a levantar suas vozes e suas armas, iniciando uma corrida perigosa e assustadora para ver quem dará o primeiro passo rumo à guerra. É preciso considerar que uma guerra em pleno século XXI não é travada com homens e máquinas nos campos de batalha. Ela se desenvolve por meio de porta-aviões, drones, caças equipados com tecnologia de ponta e complexas redes de inteligência, capazes de destruir, com apenas um disparo, centenas e milhares de vidas, arrasando um país em questão de horas. Nesse cenário, destacam-se as três maiores potências mundiais: Estados Unidos, China e Rússia. Para completar esse quadro, surgem também os países que compõem a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). E o que todos eles querem? Há mais de dois mil ...

Deus sustenta a Sua própria glória!

  Davi sempre teve em seu coração um propósito admirável e justo: trazer a arca do Senhor de volta para Jerusalém e colocá-la não em um lugar qualquer, mas em um ambiente construído especialmente para sua guarda, que superasse o luxo do seu próprio palácio. Ao intentar realizar esse empreendimento, Davi sentiu que aquilo era da vontade de Deus e, portanto, não via nenhum empecilho em trazer a arca de volta. Trazer a arca significava recolocar a presença de Deus no centro político e religioso do povo de Israel. Apesar de ser um caixote de aproximadamente um metro e dez centímetros de comprimento e setenta centímetros de largura, a arca da aliança era o símbolo máximo da presença de Deus no meio do povo. Nas grandes batalhas, a arca seguia à frente do exército, pois trazia a certeza de que Deus estava com eles naquele empreendimento. Por isso, era imperativo para o rei Davi, inclusive para a confirmação de sua liderança, buscar a arca. Tudo estava preparado para o grande dia. Dav...

Donos de tudo, senhores de nada!

  O ser humano, em sua megalomania, tomou posse da terra e praticamente a destruiu por completo. Percebe-se que, para alcançar objetivos de lucro e riquezas sem limites; devasta florestas, queima combustíveis que comprometem a pureza do ar, entope rios e mares com lixo que a natureza levará milhares de anos para decompor, e, além de tudo isso, transforma o seu semelhante em espólio de sua própria saga de destruição. Aqueles que fogem do campo se aglomeram em cidades cada vez mais poluídas e marcadas pela extrema pobreza. Enquanto alguns vivem em palácios e desfrutam de uma vida cheia de privilégios, em contraposição, centenas de milhares sobrevivem abaixo da linha da miséria. E, como se não bastasse toda essa desigualdade econômica e social, há ainda aqueles que se consideram donos de Deus. E tem aqueles que se apropriam daquilo que é mais precioso ao ser humano, que é a sua alma, e o escravizam, apresentando-se como “enviados” do céu, e, portanto, detentores da verdade que con...

Marta e Maria... Eu Sabia!

  Uma das coisas que mais tiram a paz, o sossego e a harmonia de qualquer família é a enfermidade de um de seus membros. Torna-se difícil comemorar aniversários, passear ou visitar parentes e amigos, justamente porque parece que o chão se abre debaixo dos nossos pés, e não temos outra disposição senão cuidar daquele que necessita da nossa atenção. A doença paralisa os sonhos, engaveta projetos e adia decisões que deveriam ter sido tomadas. Obviamente, toda a atenção da família, dos parentes e dos amigos do enfermo se volta para a busca de uma resposta para o problema que está corroendo sua saúde. Entretanto, não raras vezes, essa busca traz desconforto, tristeza e decepção, pois nem sempre o diagnóstico e o tratamento são suficientes para salvar a vida de quem amamos. Em muitas situações, precisamos encarar o fato de que não há mais o que fazer em termos de cura. Ou seja, a medicina emite seu veredito final, dizendo: “Daqui para frente, não podemos fazer mais nada”. É o que se de...