Deus sustenta a Sua própria glória!
Davi sempre teve em seu coração
um propósito admirável e justo: trazer a arca do Senhor de volta para Jerusalém
e colocá-la não em um lugar qualquer, mas em um ambiente construído
especialmente para sua guarda, que superasse o luxo do seu próprio palácio. Ao
intentar realizar esse empreendimento, Davi sentiu que aquilo era da vontade de
Deus e, portanto, não via nenhum empecilho em trazer a arca de volta. Trazer a
arca significava recolocar a presença de Deus no centro político e religioso do
povo de Israel.
Apesar de ser um caixote de
aproximadamente um metro e dez centímetros de comprimento e setenta centímetros
de largura, a arca da aliança era o símbolo máximo da presença de Deus no meio
do povo. Nas grandes batalhas, a arca seguia à frente do exército, pois trazia
a certeza de que Deus estava com eles naquele empreendimento. Por isso, era
imperativo para o rei Davi, inclusive para a confirmação de sua liderança,
buscar a arca.
Tudo estava preparado para o
grande dia. Davi reuniu uma grande multidão que o acompanhou desde Judá até o
trajeto de volta para Jerusalém. Durante o caminho, “[...] festejavam perante o
Senhor, com toda a sorte de instrumentos de pau-de-faia, como também com
harpas, saltérios, tamboris, pandeiros e címbalos” (2 Samuel 6:5). Em outros
termos, celebraram um verdadeiro culto estrada afora.
A celebração era conduzida por um
dos mais exímios salmistas de Israel, o próprio Davi. Festejavam, pulavam e
dançavam na presença de Deus. Entretanto, Davi providenciou alguns preparativos
para o transporte da arca que não estavam de acordo com as ordenanças que Deus
havia dado a Moisés. O primeiro deles estava relacionado à maneira como a arca
deveria ser transportada. Mesmo com toda a boa vontade de Davi de fazer um
carro novo para levar a arca, esse não era o modo correto de transportá-la. Ela
deveria ser conduzida por quatro levitas da família de Coate, dois em cada alça
da arca. Apesar da boa intenção do rei Davi e de toda a indumentária,
instrumentos e alegria, ele havia desobedecido a uma regra clara.
O segundo erro não foi cometido
diretamente por Davi, mas por Uzá, que estendeu a mão e tocou a arca quando
imaginou que ela cairia. Aqui ocorre a violação de outra regra: ninguém poderia
tocar na arca. Ainda que parecesse que ela cairia, se Deus havia ordenado que
não fosse tocada, ninguém poderia tocá-la. Deus sustenta a sua própria glória!
Enfim, toda a festa de adoração e
louvor planejada por Davi para trazer a presença de Deus de volta a Jerusalém,
terminou em tristeza e tragédia. Uzá caiu morto diante da arca, e o medo e o
assombro se apoderaram de Davi e de todo o povo. Agora, eles temiam a presença
de Deus. Certamente se perguntaram: “O que fizemos de errado?” ou ainda: “Não
deveríamos ter trazido a arca para a cidade santa?”.
Em síntese, boas intenções não
bastam para trazer de volta a presença de Deus. É imprescindível seguir as
regras estabelecidas pela sua Palavra. Como o próprio Jesus declarou: “Mas a
hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em
espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (João
4:23).
Texto:
Marcos A L Pereira
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