Marta e Maria... Eu Sabia!

 

Uma das coisas que mais tiram a paz, o sossego e a harmonia de qualquer família é a enfermidade de um de seus membros. Torna-se difícil comemorar aniversários, passear ou visitar parentes e amigos, justamente porque parece que o chão se abre debaixo dos nossos pés, e não temos outra disposição senão cuidar daquele que necessita da nossa atenção. A doença paralisa os sonhos, engaveta projetos e adia decisões que deveriam ter sido tomadas.

Obviamente, toda a atenção da família, dos parentes e dos amigos do enfermo se volta para a busca de uma resposta para o problema que está corroendo sua saúde. Entretanto, não raras vezes, essa busca traz desconforto, tristeza e decepção, pois nem sempre o diagnóstico e o tratamento são suficientes para salvar a vida de quem amamos. Em muitas situações, precisamos encarar o fato de que não há mais o que fazer em termos de cura. Ou seja, a medicina emite seu veredito final, dizendo: “Daqui para frente, não podemos fazer mais nada”. É o que se denomina um doente terminal.

E, como não poderia deixar de ser, o próprio Jesus conviveu com uma situação semelhante. Marta e Maria mandaram avisar ao Mestre: “Senhor, eis que está enfermo aquele a quem amas” (João 11:3). Era como se estivessem dizendo: “Mestre, vais deixar o teu melhor amigo morrer?” ou ainda: “Não é qualquer um que está enfermo”. A mensagem havia sido recebida. Jesus sabia! Contudo, permaneceu ainda dois dias no lugar onde estava.

Diante disso, surge a seguinte questão: por que Jesus permaneceu inerte durante dois dias? Primeiro, porque aquela enfermidade não levaria Lázaro à morte. Em outras palavras, Jesus sabia que, independentemente do tempo que se passasse, seu amigo não seria vencido pela doença. Em segundo lugar, aquele episódio serviria para que Jesus fosse glorificado aos olhos de todos. Isso se resume na seguinte constatação: Jesus sabe o momento exato em que precisa chegar. Mais do que isso, Ele conhece o propósito de tudo o que estamos passando.

O fato é que, quando Jesus finalmente se dirigiu a Betânia, Lázaro já estava sepultado havia quatro dias, o que, do ponto de vista de Marta e Maria, representava uma derrota completa. Lázaro havia sucumbido à enfermidade. Tanto que, ao chegar Jesus, ambas, em momentos distintos, disseram a mesma frase: “Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido” (João 11:21, 32). Para elas, o Senhor podia operar milagres enquanto ainda havia vida; diante da morte, porém, a situação parecia irreversível.

Mesmo diante das dúvidas, do choro e do desespero daquelas irmãs, Jesus compadeceu-se de seu sofrimento e, antes de realizar o milagre, deixou claro: “Não te disse eu que, se creres, verás a glória de Deus?” (João 11:40). Isso significa que, em qualquer circunstância, Jesus nos chama a crer, mesmo quando o milagre parece impossível aos nossos olhos. Em seguida, diante de todos os presentes, Jesus ordenou: “Lázaro, vem para fora” (João 11:43).

Quem sabe você ou algum parente enfermo já tenham chegado ao limite do que a medicina é capaz de fazer, e agora você se sinta perdido e aflito, assim como Marta e Maria. Saiba que o mesmo Jesus que foi a Betânia continua assentado em seu trono e ainda realiza milagres em pleno século XXI. A pergunta permanece a mesma que Ele fez àquelas irmãs: “Você crê?”. Se a sua resposta for afirmativa, então permanece de pé a promessa: “Se crermos, veremos a sua glória”. Assim como na história de Marta e Maria, Jesus sabe exatamente do que precisamos e onde Ele precisa tocar.

 

Texto: Marcos A L Pereira

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