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Mostrando postagens de dezembro, 2025

2026 - Um Anjo não será suficiente!

  Durante quarenta anos, o povo de Israel peregrinou por uma terra árida, na qual a sobrevivência era uma luta diária. Além de todos os desafios cotidianos do deserto, Moisés ainda precisava enfrentar a indecisão, crises de existenciais, as reclamações, a falta de fé e as revoltas do povo, que, por vezes, eram lideradas por seus próprios irmãos, Arão e Miriã. Sem contar que, havia os inimigos que rodeavam e espreitavam o povo por onde passavam. Ou seja, existiam inimigos internos e externos ao longo da caminhada. Ao observar a inconstância do povo e o seu constante desejo de se desviar das ordenanças divinas, Deus tomou uma decisão radical e comunicou a Moisés: “Vai, sobe daqui, tu e o povo que fizeste subir da terra do Egito” (Êxodo 33:1). Entretanto, o que fez Moisés desmoronar foi a segunda parte dessa ordem: “E enviarei um anjo adiante de ti” (Êxodo 33:2). Veja, Deus ordenou que Moisés partisse, confirmando que um anjo iria adiante dele, isto é, haveria segurança dos céus na ...

Jesus sabia...

  Imagine conviver com alguém que você sabe que é um traidor por aproximadamente três anos e meio. E conviver, aqui, tem o sentido de andar com a pessoa todos os dias, comer junto, dormir e passar vinte e quatro horas em contato. Jesus andou com aquele que seria o seu algoz. Diz o Evangelho de João 6:64: “Porque bem sabia Jesus, desde o princípio, [...] quem era o que o havia de entregar”. E, se não bastasse, o traidor enrustido ainda assumiu as finanças do grupo. Ele andava para cima e para baixo como tesoureiro, e, de certa forma, assumiu protagonismo entre os doze discípulos. Alguns podem pensar que, por se tratar de Jesus, o Filho de Deus, era fácil para Ele conviver com um traidor a tiracolo. Mas a verdade é que, em sua caminhada aqui na terra, Jesus possuía plenamente a condição humana. O apóstolo Paulo diz: “E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz” (Filipenses 2:8). Isto é, Jesus não era imune aos sentimentos humano...

Onde está aquele que é nascido rei dos judeus?

  O nascimento de Jesus foi aguardado e profetizado por muitos profetas do Antigo Testamento, os quais davam como certo que, da semente de Davi, haveria de nascer aquele que reinaria eternamente. Além disso, eles traziam algumas indicações acerca de seu ministério, propósito e mensagem. Apesar dessas indicações, durante séculos essa promessa ficou, de certo modo, adormecida no coração do povo, principalmente entre os religiosos e os entendidos da Lei, que deveriam interpretar corretamente as Escrituras e conduzir o povo à compreensão do que os profetas anunciavam. O fato é que Deus não mente e jamais deixa de cumprir as suas promessas. E, quando todos estavam dispersos em meio à dominação romana e preocupados com as coisas deste mundo, o rei Herodes recebeu a visita de magos que vieram do Oriente. Apenas a título de esclarecimento, muitos afirmam que eram três reis magos, o que não encontra respaldo nas melhores traduções do texto bíblico. Esses magos chegaram, de certa forma, ...

O que fostes ver no deserto?

  João Batista foi o precursor do ministério de Jesus aqui na terra, e a sua mensagem se resumia à seguinte frase: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mateus 3:2). Ou seja, não havia um palco montado, encenações com superprodução, nem um lugar ricamente ornamentado e organizado para receber aqueles que desejavam ouvir a sua mensagem. O evangelista Mateus esclarece que o púlpito da pregação de João Batista era o deserto da Judeia. E o que se encontra em um deserto? Sol escaldante, areia, ventos e a sensação de que, a qualquer momento, você pode desmaiar devido ao calor excessivo. Porém, de forma quase contraditória, Jesus, em um dado momento de uma de suas ministrações, perguntou a respeito de João Batista: “Que fostes ver no deserto?” (Mateus 11:7). Essa pergunta certamente aguçou os sentidos daqueles que a ouviram, pelo simples fato de que não há muita coisa que chame a atenção em um deserto. Jesus queria deixar bem claro que aqueles que saíram de suas ci...

Ele continua o mesmo...!

  Às vezes estamos procurando um Jesus novo a cada manhã. Um Jesus que se molde às nossas variações e transformações. Esperamos que o Jesus que idealizamos em nossas mentes se encaixe perfeitamente nos planos, objetivos, metas e sonhos que traçamos e determinamos por nossa própria iniciativa. Não passa pela cabeça do ser humano a ideia de um Jesus que é Deus e que, portanto, não se molda nem se transforma conforme os desejos estabelecidos pela nossa megalomania de buscar sempre o diferente. O escritor da carta aos Hebreus aponta para os cristãos uma direção definitiva e muito clara... a imutabilidade de Jesus: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e eternamente” (Hebreus 13:8). Nesse sentido, não adianta qualquer um de nós tentar encontrar uma saída para demover Jesus de alguma ideia, plano, sonho ou projeto. Jesus simplesmente não muda. Ao longo da vida, encontramos muitas pessoas que acreditam poder mudar a opinião de Deus. E sabe qual ferramenta elas usam para tentar fazer isso...

Basta uma Palavra!

  É surpreendente observar a forma como Deus realiza os seus atos de poder. Eles são marcados por uma simplicidade que enche os nossos olhos. Veja, por exemplo, a criação do universo, registrada nos primeiros capítulos do livro de Gênesis. Apesar de parte da ciência refutar o que está escrito no texto sagrado, cremos que somente pela palavra de Deus todas as coisas foram criadas e permanecem como desde o princípio. Não houve estrondos, meteoros caindo sobre a terra ou rebuliços com superproduções para que o universo surgisse como o conhecemos. Talvez ciente do poder da palavra do Senhor, o Evangelho de Mateus, no capítulo 8, versículos 5 a 13, registra o encontro de Jesus com um centurião. Esse homem era um oficial do exército romano que tinha sob sua autoridade de 80 a 120 soldados. Ao aproximar-se de Jesus, ele trazia um pedido não para si próprio, mas em favor da saúde de um de seus servos. Ao interpelar Jesus, o centurião relatou que precisava de um milagre urgente, devido ...

Mil cairão ao teu lado... E dez mil à tua direita!

  Você já teve a experiência de ter um compromisso muito importante no dia seguinte e não conseguir dormir à noite? Às vezes, isso acontece por causa de uma entrevista de emprego, de uma resposta que precisa ser dada em uma situação desafiadora ou da expectativa de pegar um resultado médico que poderá definir o seu futuro. Existem vários fatores e circunstâncias que nos levam a perder o sono e a tranquilidade e que trazem certa tormenta ao nosso coração. Geralmente, são situações em que não conseguimos controlar qual será o desfecho final, o que nos leva a depender de alguém ou de algum fator externo. São momentos que nos inquietam, tiram a nossa paz e nos fazem sentir perdidos em meio ao turbilhão de pensamentos que nos vêm à mente. Isso acontece porque, invariavelmente, tentamos antever uma resposta ou uma saída para o problema que nos inquieta. Por isso, traçamos possibilidades e caminhos que nos parecem mais suaves e de fácil decisão. Na verdade, tentamos antecipar a solução ...

Como meninos na praça...

  A cada dia, percebo com mais clareza que a nossa geração se tornou uma das mais indecisas de todas. Vivemos à procura de razões para continuar caminhando, mas, paradoxalmente, tropeçamos nos mesmos questionamentos que se repetem, se alongam, se eternizam, e, no fim, não nos conduzem a lugar algum. Pensamos, planejamos, discutimos, mas a nossa evolução interior parece não acompanhar a velocidade dos avanços científicos e tecnológicos que nos impressionam. Conseguimos enviar máquinas ao espaço, mas ainda tropeçamos nos abismos da alma. Há uma expressão simples, mas profundamente verdadeira: “ficar amassando o barro” . Ela traduz bem o comportamento de quem se esforça intensamente, mas permanece no mesmo ponto, preso a um ciclo que não produz fruto. E, de certa forma, Jesus identificou comportamento semelhante em sua própria geração ao dizer que eram como meninos que se assentam nas praças , chamam uns aos outros, reclamam, discutem, mas nada decidem (Mateus 11:16). A praça, ne...

Pode uma mãe esquecer-se do seu filho?

  Um dia desses, estava observando uma cena que me chamou a atenção por algum tempo. Em um ninho encravado na fenda de um poste, um casal de pássaros se revezava, saindo e entrando, levando alimento para os filhotes. Impressionou-me a sintonia entre os dois. Quando um entrava para alimentar os pequenos, o outro imediatamente saía em busca de mais alimento. E esse vai e vem na entrada daquela pequenina casa durou muito tempo. O interessante é que esse episódio, que à primeira vista parece tão simples na natureza, é carregado de significado. Há um texto em Isaías 49:15 que apresenta uma relação muito próxima com as ações daquela mãe em relação aos seus filhotes, levando-nos a refletir que, mesmo uma mulher que dá à luz, pode não ter a mesma compaixão que outras: “Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre?” Veja que a interrogação de Deus por meio do profeta Isaías questiona se existe a possibilidade de um...

Gente grande não louva a Deus!

  Quanto mais subimos e galgamos degraus de títulos, reconhecimentos, posição social e riqueza, parece que nossa visão sobre nós mesmos se expande e nos conduz a uma percepção utópica da realidade em que vivemos. Invariavelmente, perguntamo-nos se estamos sendo reconhecidos o suficiente ou se as pessoas têm nos tratado aquém do que nossos títulos supostamente requerem. E, nessa correria por reconhecimento e autopromoção, perdemos o “time” da nossa verdadeira missão. Em vez de adoradores, esperamos ser bajulados. Em vez da verdadeira adoração, oferecemos o resto daquilo que julgamos que Deus merece. E aqui, ao referir aos verbos “louvar” e “adorar”, não estou falando sobre cantar, ou fazer qualquer tipo de cena ou coreografia teatral com uma música. Ao perceber a negligência que habita o coração daqueles que se tornaram “gente grande”, Jesus declarou, no evangelho de Mateus 21:16: “Sim; nunca lestes: Pela boca dos meninos e das criancinhas de peito tiraste o perfeito louvor?”. O...

O abrigo que ignoramos!

  O que é considerado um ato de amor? Algumas vezes, escutamos as pessoas comentarem que cada dia está mais difícil encontrar seres humanos que amem o outro sem nenhum interesse; que coloquem, em primeiro lugar, o bem-estar das outras pessoas sem esperar nada em troca. É aquele amor desprovido de segundas intenções, desejos ou expectativas de retribuição. O verdadeiro amor é marcado por completo altruísmo. Pensando nesse ato de amor, veio-me à mente a galinha com os seus pintinhos. Observe que, durante cerca de 21 dias, ela se dedica a chocar os ovos. Nesse período, praticamente não se alimenta, sai pouco do ninho e faz dos futuros filhotes a sua única preocupação. Nada tira seu foco da eclosão de cada ovo e do despertar da vida de cada pintinho. Só isso já poderia ser caracterizado como um ato de amor sem medidas realizado por um animal irracional. Porém, não para por aí. Depois do nascimento dos filhotes, o trabalho e a atenção dobram. Jesus usou justamente o exemplo da gali...