2026 - Um Anjo não será suficiente!

 

Durante quarenta anos, o povo de Israel peregrinou por uma terra árida, na qual a sobrevivência era uma luta diária. Além de todos os desafios cotidianos do deserto, Moisés ainda precisava enfrentar a indecisão, crises de existenciais, as reclamações, a falta de fé e as revoltas do povo, que, por vezes, eram lideradas por seus próprios irmãos, Arão e Miriã. Sem contar que, havia os inimigos que rodeavam e espreitavam o povo por onde passavam. Ou seja, existiam inimigos internos e externos ao longo da caminhada.

Ao observar a inconstância do povo e o seu constante desejo de se desviar das ordenanças divinas, Deus tomou uma decisão radical e comunicou a Moisés: “Vai, sobe daqui, tu e o povo que fizeste subir da terra do Egito” (Êxodo 33:1). Entretanto, o que fez Moisés desmoronar foi a segunda parte dessa ordem: “E enviarei um anjo adiante de ti” (Êxodo 33:2). Veja, Deus ordenou que Moisés partisse, confirmando que um anjo iria adiante dele, isto é, haveria segurança dos céus na caminhada e, além disso, todas as promessas de conquistas permaneciam de pé.

Nesse cenário, o problema não era chegar à conquista desejada ou cumprir os planos traçados, pois o próprio Deus garantia o êxito. A presença de um anjo já seria, humanamente falando, suficiente. Entretanto, para Moisés, nada faria sentido sem a presença do próprio Deus. Por isso, ele declarou: “Se a tua presença não for conosco, não nos faças subir daqui” (Êxodo 33:15).

O que você está planejando para o próximo ano? Em seus planos, qual lugar Deus ocupa? Será que a presença de um anjo já seria suficiente para você? Para Moisés, o mesmo Deus que os havia tirado da terra do Egito, precisava continuar conduzindo a caminhada. Ele só se sentiria seguro com a presença do próprio Deus. Não podemos confiar apenas em nossos planos e estratégias para atravessar mais um ano. Precisamos deixar claro quais são as nossas prioridades, aquilo que não pode faltar no novo ano.

Por fim, que o Senhor nos ajude a compreender que não importam as conquistas, o reconhecimento, a fama, o dinheiro ou quaisquer outros bens materiais; sem a presença de Deus na caminhada, nada disso faz o menor sentido. Afinal, o que realmente importa enquanto caminhamos é a comunhão que podemos ter com o nosso Deus. Não adianta um anjo forte, uma conta bancária recheada ou até mesmo uma saúde de ferro. Por isso, sejamos corajosos e decididos ao dizer para Deus: “Não me faças passar para o próximo ano, se a tua presença não for comigo”.

 

Texto: Marcos A L Pereira

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