Gente grande não louva a Deus!
Quanto mais subimos e galgamos
degraus de títulos, reconhecimentos, posição social e riqueza, parece que nossa
visão sobre nós mesmos se expande e nos conduz a uma percepção utópica da
realidade em que vivemos. Invariavelmente, perguntamo-nos se estamos sendo
reconhecidos o suficiente ou se as pessoas têm nos tratado aquém do que nossos
títulos supostamente requerem.
E, nessa correria por
reconhecimento e autopromoção, perdemos o “time” da nossa verdadeira missão. Em
vez de adoradores, esperamos ser bajulados. Em vez da verdadeira adoração,
oferecemos o resto daquilo que julgamos que Deus merece. E aqui, ao referir aos
verbos “louvar” e “adorar”, não estou falando sobre cantar, ou fazer qualquer
tipo de cena ou coreografia teatral com uma música.
Ao perceber a negligência que
habita o coração daqueles que se tornaram “gente grande”, Jesus declarou, no
evangelho de Mateus 21:16: “Sim; nunca lestes: Pela boca dos meninos e das
criancinhas de peito tiraste o perfeito louvor?”. Os sacerdotes e escribas, ao
verem as maravilhas que Jesus realizava e os meninos celebrando e dizendo:
“Hosana ao Filho de Davi”, indignaram-se.
Indignaram-se por quê? Porque não
conseguiam extrair de si mesmos o perfeito louvor. Tornaram-se grandes demais;
eram gente importante. Eram reconhecidos como guias religiosos do povo,
ocupavam posição de destaque e, por isso, não podiam descer à condição de
crianças.
Diante da indignação daqueles
homens honrados, Jesus os surpreende e revela qual é o verdadeiro louvor: o
louvor desinteressado, movido unicamente pela reverência ao ser que está sendo
adorado. O louvor que não busca reconhecimento nem aplausos da multidão. Em
síntese, o louvor sacrificial, que brota de lábios completamente comprometidos
com a glória de Deus.
Lembra-se de Lúcifer? Um anjo
cheio de luz, que irradiava louvor e adoração ao Deus Todo-Poderoso. Mas, um
dia, Lúcifer considerou que a posição em que se encontrava não refletia plenamente
seu esplendor, grandeza e beleza. Então, iniciou uma rebelião. Por meio de suas
ações, gritava: “Eu já sou gente grande; não posso continuar como criança”. E
perdeu-se justamente porque abandonou sua essência de louvor, sobretudo sua
essência de criança.
Enfim, gente grande não louva a
Deus porque não consegue descer; só desce quem é capaz de esquecer a própria
condição e se inspirar na essência daquele que é adorado.
Para não nos perdermos diante da
glória que o mundo insiste em nos oferecer, escolhamos apresentar ao Senhor o
perfeito louvor. Sejamos crianças em pureza e humildade... Sejamos pequenos,
para que a glória pertença somente àquele que verdadeiramente a merece... o
Senhor Jesus!
Texto:
Marcos A L Pereira
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