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Basta a cada dia o seu mal!

  Ao ser criado do pó da terra, o Senhor já colocou sobre o ser humano a condição de que, mais cedo ou mais tarde, ele teria de se curvar diante do inevitável. Não adianta correr, seja para onde for: tanto quem vive no Japão quanto quem vive no Brasil, tanto quem habita nas grandes metrópoles quanto quem mora no interior mais distante, todos convivem com a mesma realidade. Não temos como resolver todos os problemas que nos assolam. Os problemas de saúde, advindos dessa correria cega e desumana que o próprio homem se impôs, estão visíveis no número cada vez maior de adoecidos. Somos uma geração já marcada pelo adoecimento, porque insistimos em tentar resolver aquilo que é impossível de ser resolvido. Quando olhamos para o nosso poder de criar, recriar e inventar, muitas vezes concluímos, equivocadamente, que podemos todas as coisas. O conselho de Jesus aos discípulos, e consequentemente à multidão, foi este: “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã c...

Deus tem o seu caminho na tormenta!

  Como pode alguém em sã consciência dizer que a amargura o conduziu para a paz? Que os momentos de luta e insatisfação foram propícios para que ele se aproximasse mais de Deus e pudesse compreender a sua real situação, e, sobretudo, entendesse os propósitos mais profundos do Senhor para sua vida? Pois a história do rei Ezequias é tomada por esse viés tão absurdo para muitos de nós. Quem consegue entender que Deus está trabalhando, e para o nosso bem, quando as coisas estão indo de mal a pior? Ezequias, um belo dia, estava se sentindo muito mal. Uma enfermidade terrível o havia jogado sobre a cama. Mesmo sendo um rei poderoso, e com certeza, rodeado dos melhores médicos da época, dos especialistas de todas as áreas que tratam da saúde, ele continuava piorando cada vez mais. Quanto mais o tempo passava, a enfermidade só piorava. Com certeza, nem o rei e muito menos os seus sábios conseguiam compreender o que se passava. Quanto mais remédios e cuidados, pior a situação do rei. E ...

Uma escolha a ser feita...

  O povo de Israel havia peregrinado no deserto durante quarenta anos. Nesse período, presenciou milagres e intervenções sobrenaturais de Deus por meio de Moisés e, depois, de seu sucessor Josué. Após essa longa jornada, Deus começou a estabelecer as tribos de Israel em suas respectivas terras, conforme havia prometido quando os tirou do Egito. Entretanto, assim como nos anos de peregrinação, o povo inclinava constantemente o coração para se desviar dos caminhos do Senhor. Quando se sentiam seguros, voltavam a desobedecer às orientações transmitidas por Josué. Chegou, então, o momento em que Josué precisou convocar o povo a tomar uma decisão. Ele reuniu todas as tribos de Israel e ordenou que fizessem uma escolha, propondo: “Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais [...]; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor ” (Josué 24:15). Não havia como fugir: era imperativo escolher um caminho e assumir uma direção. Em resumo, o pov...

A casa é sua!

  No livro do profeta Isaías 49:15, Deus utiliza a comparação de uma mãe amorosa e responsável que, em condições normais, jamais abandonaria o seu filho à própria sorte. Para Deus, esse seria um caso extremo, uma possibilidade rara: uma mãe esquecer-se do próprio filho. No entanto, Ele deixa claro que, mesmo algo tão improvável, poderia acontecer. E é nesse ponto que entra a sua intervenção divina. O Senhor afirma: “Porventura, pode uma mulher esquecer-se tanto do filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, contudo, Eu não me esquecerei de ti.” (Isaías 49:15). Muitas pessoas acreditam que, por terem cometido determinados pecados, foram banidas para sempre da presença de Deus e que jamais terão a chance de retornar e pedir perdão. Algumas desistiram, entregaram-se à culpa e vivem afastadas dele, pensando que o peso de seus erros foi grande demais para serem perdoadas. Entretanto, a mensagem de Isaías é clara: ...

Força no limite da fraqueza!

  Não sei se você tem percebido, mas estamos vivendo num mundo onde as nossas forças parecem ser sugadas todos os dias. A impressão é que chegamos tantas vezes ao nosso próprio limite e somos levados a acreditar que esse extremo é o último lugar a que chegaremos em nossa caminhada. Na verdade, parece que, a cada instante, o mundo cai ao nosso redor e nos sentimos incapazes, impotentes, limitados e entregues à própria sorte. O inimigo trabalha todos os dias, quase sempre com a mesma estratégia: nos levar a lugares áridos, sem vida ou possibilidade de recomeço. Não raras vezes nos sentimos solitários no meio deste universo imenso. Olhamos para todos os lados e não encontramos nenhum rosto conhecido nem alguém que consiga nos mostrar a saída deste labirinto infinito chamado existência. Para onde correr, se, em todas as direções, não há expectativa alguma? A quem pedir socorro, se não reconhecemos — em coisa alguma, nem em ninguém — poder para nos livrar? Entretanto, tenho uma boa ...

Ele não desceu da cruz!

  O episódio da crucificação de Jesus foi marcado por dor, sofrimento, entrega e exaustão levada ao limite máximo que o corpo humano pode suportar. No jardim do Getsêmani teve início a batalha espiritual: tomado por uma tristeza profunda, Jesus orou intensamente até suar gotas de sangue. Era o peso da missão, o fardo da humanidade sendo colocado sobre Ele. Logo depois, chegou Judas Iscariotes, o traidor, que o entregou aos soldados. A partir desse momento, Jesus passou a enfrentar agressões físicas e humilhações. Recebeu socos, pontapés, chicotadas e foi alvo de escárnio. Após Pôncio Pilatos lavar as mãos, declarando-se inocente daquele sangue, Jesus foi condenado à crucificação e iniciou a dolorosa caminhada rumo ao monte Gólgota, o lugar da execução. Ali, viveu cenas de intensa crueldade: roupas rasgadas, sede saciada apenas com vinagre e, por fim, o madeiro da cruz onde seria pregado. Em meio a tanta dor, ainda ouviu zombarias e desafios daqueles que presenciavam o ato: “Sal...

O Senhor é o meu Pastor!

  Um dia desses, fui surpreendido por uma discussão a respeito da melhor tradução para o Salmo 23:1. Durante muitos anos, ouvimos e repetimos a tradução mais comum em nossas igrejas: “O Senhor é o meu pastor, nada me faltará.” Entretanto, de forma mais literal, esse versículo pode ser traduzido assim: “O Senhor é o meu pastor, Ele não me faltará.” Perceba a diferença. A tradução que mais usamos costuma nos direcionar a pensar em provisões materiais, como se a promessa fosse de que jamais passaríamos por necessidades físicas, econômicas ou de qualquer outra ordem terrena. Assim, muitas vezes pregamos que, tendo o Senhor como pastor, nada nos faltará em termos de recursos. Mas, quando voltamos os olhos para a tradução mais literal — “Ele não me faltará” — o coração é conduzido a outra realidade, muito mais profunda: não se trata de coisas, mas de presença . O que jamais nos faltará é o próprio Deus! E se Ele está presente, tudo o mais encontra o seu devido lugar. Quando o Sen...