E ali não haverá mais morte!

 

Um dos fatos que mais desolam o ser humano é a perda de um ente querido. A morte representa a ruptura do elo de convivência com quem amamos, de quem dependemos e a quem estimamos mais do que tudo na vida. Essa quebra, na maioria dos casos, acontece de forma abrupta, o que causa maior sofrimento àqueles que ficam. Muitas vezes, procuramos nos acontecimentos e nos fatos uma explicação plausível para a morte.

A morte é uma das poucas certezas que temos, mas também é um dos acontecimentos mais difíceis de serem assimilados pelo ser humano. Quando olhamos para os nossos pais, filhos, irmãos, esposo ou esposa, existe sempre aquela sensação de que eles viverão para sempre. E, mesmo que a sua partida aconteça o mais tarde possível, a sensação de perda continua a mesma.

Uma das explicações para a nossa resistência em relação à morte está relacionada ao fato de que Deus pôs a eternidade em nosso coração. O projeto inicial de Deus, na criação, era que o homem vivesse eternamente. Porém, com o afastamento do plano original de Deus, veio, então, a sentença do Criador: “[...] até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gênesis 3:19b).

Séculos depois, o apóstolo Paulo reafirma essa nossa condição ao declarar: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos 5:12). Esse texto ratifica que, independentemente de quem somos, da nossa origem, das nossas posses ou de qualquer outra condição que nos diferencie, a morte é o único evento que nos iguala.

A boa notícia é que existe um lugar em que “[...] não haverá mais morte [...]” (Apocalipse 21:4). E, não havendo mais morte, todas as suas consequências também cessarão. Portanto, não haverá “[...] nem pranto, nem clamor, nem dor [...]”. Além disso, quando chegarmos à presença de Deus, Ele ainda “[...] limpará de seus olhos toda a lágrima [...]”.

Enfim, se a tristeza abate você pela perda de algum ente querido, saiba que existe a possibilidade de um dia encontrá-lo novamente. Para isso, basta aceitar o plano traçado por Jesus para uma eternidade segura. O apóstolo Paulo nos enche de esperança ao afirmar: “Porque, assim como a morte veio por um homem, da mesma forma, por um homem veio a ressurreição dos mortos. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo” (1 Coríntios 15:21-22). Ou seja, o que precisava ser feito já foi realizado por Cristo.

 

Texto: Marcos A L Pereira

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