O trono está ocupado!

 

No pleito que se aproxima, cerca de 158,7 milhões de eleitores estarão aptos a votar. Queiramos ou não, eleições como as que vão acontecer causam um frenesi muito grande em toda a população brasileira. Com o advento da internet, sobretudo, das redes sociais, as campanhas eleitorais saíram do rádio e da TV aberta e se consolidaram nos perfis dos candidatos e dos defensores mais entusiasmados de algum partido ou figura política.

A verdade é que muitas pessoas se jogam de cabeça nesta disputa e se esquecem de que, logo após o pleito, os candidatos que se mostravam inimigos mortais nas peças publicitárias são, na verdade, amigos íntimos a ponto de frequentarem os mesmos lugares, rirem das mesmas piadas e terem amigos em comum.

É um paradoxo melancólico; enquanto o eleitor comum rompe laços de amizade, briga com familiares e se consome em angústia defendendo com unhas e dentes uma bandeira partidária, alguns adversários mantêm relações cordiais ou voltam a dialogar depois da disputa, enquanto eleitores preservam conflitos pessoais. Ou seja, aquele que atuou como cabo eleitoral de forma gratuita passa a ser visto como um arqui-inimigo por vizinhos e colegas depois das urnas, enquanto os verdadeiros protagonistas da disputa, os que ganharam ou perderam, logo viram a página e, por trás da cortina da representação eleitoral, seguem dividindo o mesmo círculo de convivência e partindo para outras atividades.

Mas o que nos interessa aqui é o fato de que, felizmente, “o trono está ocupado!”. E o que isso significa diante do processo eleitoral que está acontecendo? Significa que, não importa quem ganhe ou perca, Aquele que está assentado no trono continua sendo o Senhor absoluto de todas as coisas. E, como se esse fato não bastasse, veja a declaração de Ana em 1 Samuel 2:6-8.

 “O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela. O Senhor empobrece e enriquece; abaixa e também exalta. Levanta o pobre do pó, e desde o monturo exalta o necessitado, para o fazer assentar entre os príncipes, para o fazer herdar o trono de glória; porque do Senhor são os alicerces da terra, e assentou sobre eles o mundo”.

Agora, diante desse cenário bíblico, te pergunto: por que você se preocupa com quem está transitoriamente no poder? Você não confia que Deus tem poder para dirigir o curso da história? Se você ainda tem dúvidas sobre a declaração de Ana, observe o que diz o profeta Daniel: “E ele muda os tempos e as estações; ele remove os reis e estabelece os reis [...]” (Daniel 2:21a). Em outros termos, o profeta vai mais longe ao afirmar que Deus não apenas permite que o homem reine por um tempo, mas é Ele próprio quem estabelece quem irá reinar sobre os homens.

Em síntese, a Palavra de Deus não deixa nenhuma sombra de dúvida de que o Senhor tem o reino dos homens em suas mãos. Obviamente que devemos exercer o nosso direito de cidadãos, e votar em quem a nossa consciência assim determinar. Entretanto, ainda que alguém de quem você não goste, ou em quem não votou, chegue ao poder, Deus continuará assentado sobre o trono, pois o seu domínio é pelos séculos dos séculos... O trono sempre estará ocupado!

 

Texto: Marcos A L Pereira

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