Perto da meia-noite!
Alguns acontecimentos da vida nos
levam ao limite da nossa estrutura emocional e física. Não é fácil suportar
toda a tensão de uma situação sem que se tenha qualquer perspectiva do seu
desfecho. Circunstâncias que nos tensionam nos fazem perder o rumo, trazendo
agonia, fazendo o coração palpitar e colocando os nervos à prova. Ninguém gosta
de esperar até o último momento para vislumbrar a luz no fim do túnel. Somos,
por natureza, seres práticos, ou, por que não dizer, ansiosos em relação às
pequenas e grandes decisões que cercam as nossas vidas.
Mas nem sempre as coisas saem
como planejamos ou desejamos. E um fato que retrata bem o que foi exposto está
relatado em Atos
16. Paulo e Silas estavam fazendo a obra de Deus, anunciando o
evangelho e operando curas e milagres. Inclusive, expulsaram um espírito de
adivinhação de uma jovem que era explorada por seus senhores para gerar lucro.
Por esse
motivo, e também pelo teor da pregação, os moradores da cidade de Filipos
lançaram mão dos dois e os apresentaram aos magistrados, que ordenaram que
fossem açoitados. E, como se não bastassem os açoites, foram lançados no
cárcere interior, com os pés presos ao tronco. Naquela época, as prisões eram
verdadeiras masmorras: o ar era sufocante, e o cheiro em seu interior causava
náuseas. Em síntese, era um ambiente altamente insalubre.
Entretanto, mesmo diante de uma
situação tão terrível, Paulo e Silas não começaram a cobrar uma atitude de
Deus, nem o acusaram de falhar. Não sabemos quanto tempo permaneceram naquela
cela, mas o fato é que “perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam
hinos a Deus” (Atos 16:25). Veja, o texto bíblico nos mostra que, em meio ao
turbilhão de acontecimentos nefastos que lhes ocorreram durante o dia, eles
tomaram duas atitudes inesperadas. Primeiro, começaram a cantar. Quem canta
vivendo um verdadeiro inferno?
A segunda atitude foi orar, não
uma oração de desespero ou de queixa. Sabemos disso porque os outros presos os
ouviam e eram alcançados por aquela atmosfera, sendo, de alguma forma,
confortados. Diante dessas atitudes, somos levados a refletir: o que fazemos
quando chegamos ao limite das adversidades? Qual é a nossa postura diante das
chicotadas e desprezos da vida?
Eles haviam esperado o dia
inteiro, e nada havia acontecido. Por isso, perto da meia-noite, lançaram mão
de duas armas poderosas no mundo espiritual: o louvor e a oração. Isso nos
ensina que, mesmo diante das situações mais impossíveis e temerosas, o nosso
cântico e a nossa oração chamam a atenção do Deus que tudo pode.
Somente depois que eles se
posicionaram espiritualmente é que, de repente, “sobreveio um grande terremoto,
que abalou os alicerces do cárcere; imediatamente, todas as portas se abriram,
e as correntes de todos se soltaram” (Atos 16:26). Pode acontecer um terremoto
de verdade? Sim, quando há fé para cantar e orar mesmo diante das maiores
calamidades da vida.
E você, já cantou hoje? Já orou? Se
ainda não, faça isso agora. E aquilo que parece impossível pode ser
transformado pelo agir poderoso de Deus.
Texto: Marcos A L Pereira
Glória a Deus, lindas e sábias palavras do trono do Pai.
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